Projeto “Leitura Nota Dez” apresenta mundo da literatura a crianças

A Escola Municipal Cônego Domênico Rangoni inicia a leitura desde cedo com seus alunos de formas diversas e criativas

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29 ABR 201516h45

Poemas, lendas, fábulas, adivinhas e histórias infantis. O mundo da literatura traz consigo uma diversidade de formas de aprender. Na Escola Municipal Cônego Domênico Rangoni (Vila Sapo), o projeto “Leitura Nota Dez” leva às crianças esse universo de leitura e também da música. Na ultima quinta-feira (23), foi realizada uma apresentação aos pais e a comunidade, das atividades desenvolvidas no projeto. Cerca de 100 crianças, entre 4 e 6 anos, são contempladas pela iniciativa.

Cada sala de aula apresentou uma variedade da literatura. Desde as canções do Picapau Amarelo, da obra de Monteiro Lobato, a uma dramatização dos Irmãos Green, “As Moedas Estrelas”, adaptada pela escritora russa Tatiana Belinky.

A diretora Maria Irene Gouveia relembra que a ação já acontece há dois anos e tem o objetivo de aproximar as crianças da leitura. “O estímulo a conhecer novas histórias, mesmo para aqueles que ainda não leiam, é muito importante. Os pais também têm a tarefa de ler em casa com a criança e desenvolver esse hábito”, explica.

Para a orientadora de ensino, Elisabeth Barreto, o manuseio dos livros e a curiosidade por eles devem iniciar o quanto antes. “As crianças têm muita criatividade. Quando transformamos as histórias e as contamos com música, e até através de pequenas dramatizações, há um claro interesse pela leitura em cada um”, relata.

Segundo a professora Claudete Emílio, o projeto incentiva a criança na oralidade e a atrai pelo interesse nas imagens e cantigas. “A literatura e suas diversidades provocam sonhos que são traduzidas por meio da fantasia. A criança lê do jeito dela, cria e propõe de forma livre”, frisa.

Há um “cantinho de leitura” em cada sala, em que são escolhidos os livros para se trabalhar, conta a professora Denize Ventura Correa. “Por muitas vezes os alunos pegam os livros e, através das figuras, contam suas próprias histórias. Começo uma história e eles terminam. As crianças têm uma imaginação incrível, e por meio desse interesse, desenvolve-se também a escrita”, declara.

Marina dos Santos Nascimento tem cinco anos e era a Emília na apresentação musical. A menina conta que, em casa, continua a leitura que aprende na escola. “Minha mãe lê histórias das princesas e gibis da Turma da Mônica”. Roselene dos Santos, mãe de Marina, relata que o entusiasmo pela leitura aumenta a cada dia. “Ela pede para que eu leia e se interessa pelas imagens. Cria e inventa e histórias.”, observa.