Primeira religião espírita brasileira faz 100 anos hoje

A primeira religião espírita fundada no Brasil celebra 100 anos neste sábado

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11 FEV 201315h40

Com mais de 400 mil seguidores em todo o País, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado no ano 2000, a Umbanda resiste ao preconceito e à intolerância religiosa.

Segundo o presidente da União Espírita Santista, Antonio Marcio Santana, o Pai Marcio de Ogum, a religião afro-brasileira do Povo de Aruanda é “uma religião cristã”.

Com uma doutrina voltada às energias da natureza, representada por seus orixás, a Umbanda consolida ainda o sincretismo com a Igreja Católica, na figura de Jesus Cristo — Oxalá na Umbanda —, Nossa Senhora da Conceição (Oxum), Nossa Senhora dos Navegantes (Iemanjá) e santos católicos como São Jorge (Ogum), Santa Bárbara (Iansã), entre outros.

“Existe muito preconceito com relação à Umbanda. Eu sofro isso a cada dia. Mas, a Umbanda trabalha com o sincretismo da Igreja Católica, diferente do Candomblé. A Umbanda é uma religião cristã. Nosso mestre é Jesus que chamamos de Oxalá”, declarou Pai Marcio de Ogum.

Pai Marcio de Ogum alerta para os falsos templos, que exploram comercialmente a fé alheia, usando o nome da Umbanda, contribuindo para perpetuar o preconceito com relação à religião. “Há falsos ministros religiosos em todas as religiões”, alertou o representante da Umbanda, em Santos.

“Para nós todos os elementos da natureza são sagrados. Em cada habitat existe um guia e um orixá. E, por isso, nós somos contra a degradação do meio ambiente”.

Pai Marcio de Ogum esclareceu que, além das consultas espirituais realizadas nos templos, a Umbanda também se dedica a trabalhos de assistência social, ajudando instituições de caridade e realizando eventos beneficentes.

Segundo Pai Marcio de Ogum, Santos tem cerca de 20 mil umbandistas. “Além dos umbandistas, muita gente que segue outras religiões freqüenta nossos templos”. “O mundo está cada vez pior. E nós precisamos de Deus, mas para que ele nos atenda precisamos fazer a nossa parte, ajudando o próximo e sem combater as outras religiões.

Faça o seu papel que isso será reconhecido um dia: ou pelos homens, mas com certeza por Deus”, encerra a entrevista o representante da Umbanda, na cidade de Santos.