População desconhece data da emancipação de Cubatão

Na avenida 9 de Abril, cubatenses desconhecem o significado do nome da via

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19 FEV 201321h34

Avenida 9 de Abril. A principal avenida, situada no centro da Cidade, leva o nome do dia da emancipação político-administrativa de Cubatão. Há 59 anos, Cubatão deixou de pertencer a Santos. A avenida principal pulsa com o movimento intenso de transeuntes, de automóveis, ônibus, mas entre a multidão, poucos sabem o significado do nome da avenida, cuja história parece esquecida no silêncio do desconhecimento da população que adotou Cubatão para viver.

A reportagem do DL ouviu oito munícipes de Cubatão, apenas um sabia que foi no dia 9 de abril que a Cidade foi emancipada. Porém, a maioria afirmou gostar de morar no Município, mas a falta de espaços e equipamentos de lazer foi apontada por todos os entrevistados como a principal queixa.

Para o ajudante de padeiro, Antonio José da Silva, 30 anos, morador da Cidade há 16 anos, falta lazer e oportunidade de emprego. “Não tem nada em Cubatão. A gente tem que ir a Santos para passear e emprego, também é difícil”, afirmou o morador do Jardim Nova República.

Outra moradora do jardim Nova República, Ijainete Arruda dos Santos, 24 anos, que é ajudante de cozinha disse que se pudesse mudar alguma coisa em Cubatão, geraria mais empregos.

A dona de casa Alexsandra Rodrigues Barbosa, 31 anos, é mãe de dois filhos. Moradora da Cota 200, a principal queixa de Alexsandra é a falta de lazer. “O Parque Anilinas quase não tem nada. Essa avenida aqui no domingo parece um museu. A gente não tem onde levar as crianças. Faltam lanchonetes também”, disse ela. Perguntada sobre o que faria para melhorar a Cidade se pudesse, Alexsandra respondeu: “eu faria parques para as crianças”.

O técnico de nível médio e operador de som, Edison Silva Mendes, 49 anos, apontou o Rio Perequê como um dos pontos mais aprazíveis de Cubatão. Entretanto, para Edison faltam cinemas, espetáculos teatrais, entre outros equipamentos de lazer. Como morador de Cubatão, Edison presentearia a cidade se pudesse com mais investimentos em lazer e cultura. Ele foi o único cidadão cubatense ouvido por nossa reportagem que sabia que 9 de abril é aniversário da emancipação político-administrativa da Cidade. “Eu também procuraria agilizar a reforma do Parque Anilinas.

A dona de casa Rosimar Alves da Silva, 36 anos, afirmou que gosta de morar em Cubatão. Moradora da Cota 200, Rosimar afirma que seu bairro é sossegado, contudo, ela salientou que é preciso melhorar a saúde e o transporte.

Luiz Ferreira, 35 anos, tem quatro filhos e reside na Vila Esperança. “Tem emprego na Cidade, mas falta lazer para as crianças”, disse o ajudante. Se ele pudesse fazer algo para o Município — respondendo a pergunta da reportagem — Luiz afirmou que faria creches e parques para as crianças.

Já a dona de casa Geralda Viana Silva, 33 anos, também faz aniversário hoje, porém, diante da placa com o nome da Avenida, ela também desconhecia o significado da data. Mãe de três filhos, Geralda gosta de Cubatão porque a cidade oferece oportunidades e conforto para seus filhos. “Tem cursos e ônibus perto de casa. Eu gosto daqui”.

O caldeireiro Marivan Barreto Paiva, 42 anos, migrou para Cubatão há 17 anos, em busca de emprego. Baiano de Irecê, Marivan chegou à Cidade para depois retornar à sua terra natal, mas desde que chegou, oportunidades no pólo industrial não faltaram. Então, ele decidiu fixar residência definitivamente em Cubatão onde vive com a esposa e os dois filhos. “Foi aqui que consegui sobreviver. Poder comprar o pão de cada dia para manter a família”.

No entanto, Marivan ressalva: “mas falta lazer para as crianças. Num dia de domingo não tem aonde levar as crianças”. O movimento da Avenida 9 de Abril continua. A data histórica está exposta por toda a avenida, mas passa despercebida aos olhos dos filhos cubatenses que desconhecem a importância desse dia.