Parceria musical une Sinfônica de Santos e Orquestra Clássica de Portugal

A apresentação reúne trechos de duas obras dos compositores Luís Freitas Branco e Heitor Villa-Lobos

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03 MAR 2021Por Da Reportagem20h30
O trabalho foi produzido ano passado, mas a relação entre a sinfônica santista e a orquestra lusitana vem de mais tempoO trabalho foi produzido ano passado, mas a relação entre a sinfônica santista e a orquestra lusitana vem de mais tempoFoto: Divulgação/PMS

Mais de sete mil quilômetros separam o Brasil de Portugal. Porém, nesta quinta-feira (4), a distância entre as duas nações ficará um pouco mais curta, graças a uma boa colaboração da tecnologia. Ao meio-dia estreia, no Canal Cultura Santos (www.youtube.com/culturasantos), a produção 'Abraço Transatlântico', que conta com a participação de integrantes da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos e da Orquestra Clássica do Centro (Portugal).

A apresentação reúne trechos de duas obras dos compositores Luís Freitas Branco ('Suite Alentejana nº 1 - Fandango') e Heitor Villa-Lobos ('Bachianas Brasileiras Nº 2 IV. Tocata'/'O trenzinho do caipira').

O trabalho foi produzido ano passado, mas a relação entre a sinfônica santista e a orquestra lusitana vem de mais tempo: "Há dez anos fui convidado para reger a Orquestra Clássica do Centro, por meio de contato que houve entre as prefeituras de Santos e de Arouca, que são cidades-irmãs, e desde então começou uma amizade muito grande entre nós", comenta o maestro Luís Gustavo Petri.

Isolamento

O período de isolamento social abriu espaço para intensificar os contatos entre a direção dos grupos musicais, até surgir a ideia de fazer uma produção em conjunto, mesmo a distância. Após as adaptações das duas obras elaboradas pelos regentes Luís Gustavo Petri e Pedro Carvalho, coube a cada músico gravar sua parte, dentro de sua casa, e enviar o material para o processo de edição e mixagem, que foi finalizado em Portugal.

"Mesmo sendo complexo, acredito que o resultado do trabalho ficou bonito. E, assim, a mensagem de união entre Brasil e Portugal foi cumprida, fazendo música a distância e juntando ainda mais os dois países", acrescentou Petri.

A opinião do maestro é compartilhada por Emília Martins, presidente da direção da Orquestra Clássica do Centro. "A música aproxima povos e culturas de todos os lugares, e permite usar os oceanos como caminhos em que juntos possamos e queiramos remar para um mundo melhor, de respeito mútuo, de colaboração e de criação de parcerias".