Músico santista leva golpe e abre campanha

Johnny Hansen, que ficou conhecido no País pela banda Harry, hoje vive em Minas Gerais

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27 MAR 201414h38

O músico santista Johnny Hansen, conhecido principalmente por seu trabalho à frente da banda Harry (uma das introdutoras da cena industrial no Brasil), vive hoje em São Thomé das Letras (Minas Gerais) uma situação conhecida por muitos artistas da Baixada Santista.

O tormento de Hansen e dos principais músicos de lá começou quando os bares de rock de São Thomé começaram a enfrentar problemas com isolamento acústico, o que dificultou o trabalho dos artistas. A Prefeitura passou, então, ameaçou alguns locais de interdição, logo em janeiro, um dos principais meses em que os artistas mais tocam.

Hansen chegou a integrar uma comissão de músicos que participou de uma reunião na Administração Municipal. O resultado é que os bares acabaram reabertos, mas os estabelecimentos, por receio da fiscalização, passaram a contratar mais músicos fazendo apenas o estilo voz e violão.

Com histórico de tocar guitarra em bandas, sobrou a Hansen a tentativa de se adequar. “Vi que precisava de um violão, uma caixa ativa para voz, microfone e pedestal”. Não demorou, e ele fechou acordo com o dono de um restaurante, no momento em que surgiu a oportunidade de comprar um violão Fender.

Hansen voltará a se apresentar em Santos no final de maio (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo combinado entre Hansen e o dono do estabelecimento, o instrumento seria pago com apresentações musicais até o ressarcimento total. Foi aí que o destino lhe pregou uma peça: Hansen fez cinco shows para o estabelecimento, mas o proprietário fugiu de São Thomé das Letras.

Hansen se viu com um violão que precisava ser pago, e não encontrou outra alternativa a não ser devolver o instrumento ao antigo dono. “O que seria contraproducente, pois precisaria dele para trabalhar”.

E como arrumar o dinheiro para ficar com o violão Fender? A ideia veio inspirada em políticos, logo ele que nunca ergueu uma bandeira partidária. “Se os petistas podem, porque não eu?” E, inspirado em políticos do PT que precisaram abrir contas para pagar multas em decorrência do processo do mensalão, nasceu a ideia de pedir contribuições em sua conta."Para que eu possa continuar a trabalhar, e usando o gancho do meu aniversário (26 de março), decidi lançar a campanha", justifica.

Quem quiser colaborar com Hansen pode depositar a contribuição no Banco Itaú, Agência 5304, conta poupança 04612-0, em nome  de MRPF.

Em tempo, Hansen não lançou a campanha e cruzou os braços: o H.A.R.R.Y & The Addict, versão atualizada do Harry, voltou agora de uma turnê em Goiânia e se apresentará em Santos, no dia 23 de maio, no Café Central.