Museu de Pesca: uma visita à fauna marinha

Um lugar para se conhecer a fauna marinha e até lenda sobre o antigo casarão que abriga o acervo

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03 MAR 201300h48

Reaberto ao público em 1998, após 11 anos de abandono, o Museu de Pesca é hoje uma das principais opções de lazer de Santos. Um lugar para se conhecer a fauna marinha e até lenda sobre o antigo casarão que abriga o acervo.

Segundo o coordenador do acervo, o taxidermista Nelson Dreux Costa, só no mês de janeiro o museu recebeu cerca de 15 mil visitantes. O acervo possui animais diversos da fauna marinha taxidermizados que vão desde espécies de tubarões, peixes e caranguejos. A ossada da baleia Fin, de 24 metros, ainda é o carro-chefe do museu, mas outros destaques são a raia-manta, de 4 metros de envergadura, e a lula gigante.

O museu possui ainda uma relíquia de 1936. Uma concha entalhada com o ’Triunfo de Baco’ — o bacanal do deus do vinho, da mitologia greco-romana. O autor da peça italiana é desconhecido.

As atrações do museu foram ampliadas e os visitantes se divertem com o ‘Quarto do Capitão’ e a ‘Sala do Barco’, principalmente as crianças — o público fiel do museu. Além disso, cursos e palestras para leigos, universitários, biólogos e veterinários também são promovidos no local.

Segundo Nelson, o ’Quarto do Capitão’ foi criado em virtude da lenda do Capitão Padilha — um instrutor da antiga Escola de Aprendiz de Marinheiro temido pelos alunos. Conforme a lenda, o fantasma do Capitão protege o museu e assombrava os alunos da escola depois de morto.

O casarão que abriga o museu foi construído em 1908 para sediar a Escola de Aprendiz de Marinheiro que funcionou até 1932. Depois o prédio passou a ser ocupado pela Escola de Pesca de Guarujá, tornando-se um museu, somente em 1942, com a chegada do esqueleto da baleia. O Museu de Caça e Pesca foi oficializado em 1950. O casarão foi erguido no terreno onde havia o Forte Augusto, cuja finalidade era cruzar fogo com a Fortaleza da Barra, no século 18, dando retaguarda à defesa de uma das entradas da Baía de Santos.

O hoje denominado Museu do Instituto de Pesca pertence ao Estado e está vinculado ao Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho do Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.  

O Museu de Pesca abre para visitação pública de quarta-feira à domingo, das 10 às 18 horas. Neste sábado, excepcionalmente, em virtude do evento que será realizado na Ponta da Praia com a chegada de sete transatlânticos ao porto de Santos, o horário de visitação se estenderá até as 19 horas. A entrada custa R$ 2 e estudantes pagam meia. Já para  crianças até seis anos e maiores de 60, o ingresso é gratuito.