Mística dos anos 1990 é que impulsiona o Guns N'Roses

Nesta sexta-feira, 28, no Anhembi, a banda de Axl Rose faz a quarta parada de sua nova turnê nacional

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27 MAR 201417h56

O grupo Guns N'Roses é uma espécie de história sem-fim do rock. Quando você pensa que viu o último capítulo, eis que eles ressurgem para mais um episódio. Nesta sexta-feira, 28, no Anhembi, a banda de Axl Rose faz a quarta parada de sua nova turnê nacional, que, desta vez, soma 9 shows em cidades diferentes do Brasil, até o dia 17.

O culto, entretanto, parece ser sempre contínuo: até chegarem a São Paulo, eles tocaram para 13 mil pessoas no Rio de Janeiro; 20 mil pessoas os viram em Belo Horizonte e 11 mil estiveram no seu show em Brasília. Há 3 anos, o grupo fechou o Rock in Rio para 100 mil pessoas sob um dilúvio (com direito até a queda de Axl Rose no palco encharcado). Quais bandas conseguem tais proezas hoje em dia?

Formado atualmente, além de Axl, por DJ Ashba (guitarra), Dizzy Reed (teclados), Tommy Stinson (baixo), Richard Fortus (guitarra), Ron "Bumblefoot" Thal (guitarra), Chris Pitman (teclados) e Frank Ferrer (bateria), o Guns N’ Roses mantém os fundamentos principais de seu espetáculo: no mínimo uma hora de atraso (em Belo Horizonte quebraram a escrita, foram só 25 minutos) para começar o show, um formidável comboio de guitarristas para suprir a ausência de um (Slash) e lampejos de rock’n’roll que lembram aquela que foi uma das grandes bandas da História.

No ano que vem, o Guns completa 30 anos de sua formação (a estreia nos palcos foi um ano depois, em 1986). Seus primeiros álbuns, Appetite for Destruction (1987), G N’ R Lies (1988), Use Your Illusion I (1991) e Use Your Illusion II (1991) estão entre os bons discos de hard rock da História, especialmente o primeiro.

O Guns 'n' Roses se apresenta nesta sexta-feira, 28, no Anhembi, em São Paulo (Foto: Divulgação)

Mas, após um período de abusos contínuos de aditivos e de sucessivos rompimentos entre os integrantes, o grupo entrou numa fase de extinção, girando por aí como um espectro dos anos 1990 - há 6 anos, lançaram um disco de inéditas, Chinese Democracy, que não convenceu como uma retomada de seu ímpeto criativo.

Serão 27 músicas no set list, uma jornada para satisfazer qualquer fã. Abrem com Chinese Democracy e fecham com Paradise City. No meio disso, tudo que um seguidor espera: Welcome to the Jungle, It’s So Easy, Live And Let Die, You Could Be Mine, Sweet Child Of Mine, November Rain, Don’t Cry, Knockin’ on Heaven’s Door, entre outras.

Apesar de extenso, há poucas surpresas no repertório, uma delas a inclusão de uma cover do The Who, The Seeker, que ainda não tinham tocado no Brasil. Quando está bem cuidado, Axl Rose ainda lembra o grande performer que foi, e que influenciou muitos outros que surgiram nas décadas seguintes.

Nessa turnê, nos contatos que tiveram até agora com o País, estiveram em um estúdio de TV em Brasília, visitaram o Templo da Boa Vontade, na Asa Sul de Brasília, mais um câmpus universitário. E falaram algumas amenidades para a imprensa brasileira. "É muito bom sentir o calor do público do Brasil", disse Axl Rose. A abertura no Anhembi será do grupo Doctor Pheabes.