Jovem supera depressão e cria livro

Até que a Morte nos Ampare, de Marcos Martinz, ganha roupagem pela editora Ciranda Cultural e será relançado em março

Comentar
Compartilhar
27 FEV 2021Por Da Reportagem11h00
Experiência de vida levou o jovem Marcos Martinz, que mora em Praia Grande, a escrever 'Até que a Morte nos Ampare'Experiência de vida levou o jovem Marcos Martinz, que mora em Praia Grande, a escrever 'Até que a Morte nos Ampare'Foto: Arquivo Pessoal

"Somos os únicos com poder suficiente para nos destruir". Após viver a difícil experiência de uma depressão severa, culminando com uma tentativa de suicídio, o jovem escritor Marcos Martinz descobriu sua inspiração para colocar em palavras os sentimentos mais conflitantes. Aos 16 anos, lançou o livro Até que a Morte nos Ampare, e relança a obra quatro anos depois, no próximo dia 9 de março, em evento online da editora Ciranda Cultural.

O livro apresenta o jovem Marcos, que todas as noites é levado para um passeio ao mundo dos mortos pela própria Dona Morte. Durante as visitas, ele conhece a história de algumas pessoas que estão estagnadas em um portal, buscando a redenção. Uma delas é Rosinha, que morreu no dia de seu casamento, aos 17 anos.

Com ritmo leve, mesclando mistério, suspense, fantasia e um assunto ainda considerado tabu atualmente, a depressão e o suicídio entre os jovens, a obra de Marcos Martinz ganhou grande repercussão na mídia especializada, além de se transformar em um projeto educacional em escolas do Ensino Fundamental de Mongaguá, e estar em bibliotecas da rede de ensino de Praia Grande, ambas cidades do litoral de São Paulo.

"Tive uma rede de apoio muito importante para superar a depressão, mas sei que muitos jovens não possuem o apoio necessário. O tema é assustador para a família e muitas vezes, o diálogo se perde. O livro coloca o assunto para reflexão e discussão da depressão de uma maneira bem leve, e chegar até o jovem na escola, conversando e debatendo diretamente por meio do projeto, tem sido um reconhecimento incrível do meu trabalho", conta o autor.

Organização social - O trabalho nas escolas faz parte de um grande projeto, a Marcos Martinz Criações, uma organização que trabalha com ações variadas voltadas ao resgate psicossociocultural de jovens e adultos. Criado a partir do impacto do lançamento de Até que a morte nos Ampare, o projeto inclui a aquisição da obra em escolas municipais e estaduais, como instrumento pedagógico para professores e coordenadores, em assuntos relacionados à depressão entre os adolescentes, além de visitas às escolas, palestras e eventos.

Durante essas visitas, Marcos, que também é ator, leva a personagem Rosinha em carne e osso, representada pela amiga Isabela Pedrão. "Ter a personagem ali presente no bate papo gera uma identificação muito bacana do leitor com a trama", conta Marcos, que pretende continuar a parceria com Rosinha após o relançamento da obra.

Com um novo contrato, agora pela editora Ciranda Cultural, Até que a Morte nos Ampare ganha um tom renovado, com cenas inéditas e uma história repaginada. "É como uma versão estendida do livro, com novos personagens e capítulos, que prometem gerar ainda mais suspense na história", afirma o escritor.

A mudança para uma editora referência na literatura infanto-juvenil representa um grande passo na carreira de Marcos. A obra estará no projeto Ciranda na Escola, que implanta seus livros em diversas escolas do país. "Vamos continuar abordando esse tema tão importante, que precisa de muita discussão, chegando até mais e mais jovens que se encontram na história".

Até que a Morte nos Ampare será relançado dia 9 de março em evento online nas plataformas da editora Ciranda Cultural. No dia 12, o lançamento acontece de forma presencial na Livraria Ponto Literário, em Alphaville.

E para acompanhar o trabalho e o projeto, acesse o Instagram @eumarcosmartinz.