Indicado ao Oscar, 'O Homem que vendeu a sua pele' estreia no Brasil

Filme da Tunísia recebeu o prêmio de Melhor ator no Festival de Veneza 2020, estreia nos cinemas brasileiros no dia 7 de outubro

Comentar
Compartilhar
06 OUT 2021Por Da Reportagem09h15
O longa tunisiano estreia nesta quinta-feira (7) nas telas brasileirasO longa tunisiano estreia nesta quinta-feira (7) nas telas brasileirasFoto: Divulgação


O Homem que vendeu a sua pele, de Kaouther Ben Hania, estreia nesta quinta-feira (7), em algumas cidades brasileiras. Indicado ao Oscar 2021 de Melhor Filme Internacional, dirigido por Kaouther Ben Hania, o longa estreia em circuito comercial no Brasil com distribuição da Pandora Filmes, diatribuidora de filmes independetes.

O filme estará disponível nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Vitória, São Luis, Palmas, Aracaju e Niterói

O longa teve uma boa recepção no Festival de Veneza em 2020, onde foi exibido na Seleção Oficial e Yahya Mahayni saiu premiado como Melhor Ator. A ideia do filme começou quando, a diretora Kaouther Ben Hania visitou uma retrospectiva dedicada ao artista belga Wim Delvoye, no museu do Louvre em Paris. "Lá eu vi a obra em que o artista tatuou as costas de Tim Steiner, um homem sentado em uma cadeira, sem camisa, exibindo o design de Delvoye. A partir desse momento, esta imagem singular e transgressora não me deixou".

Pouco a pouco, outros elementos da experiência de vida da diretora acrescentaram situações e enriqueceram essa imagem. "Uma vez que todos esses elementos vieram juntos, a história parecia pronta e me compeliu a escrevê-la. Um dia em 2014, quando eu estava prestes a editar a enésima versão do roteiro do meu filme anterior, "Beauty e os Cães", descobri-me escrevendo sem parar durante cinco dias a história desse filme ", conta a diretora.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

"O Homem que Vendeu a Sua Pele" retrata dois lados opostos do mundo, o mundo das artes e o mundo dos refugiados, um deles elitista, onde liberdade é a palavra-chave e, do outro lado, um mundo de sobrevivência impactado por acontecimentos atuais em que a falta de escolha é a preocupação diária dessas pessoas. E é justamente no contraste entre esses dois mundos que o filme acontece e faz uma reflexão sobre privilegiados e condenados.

No filme, o protagonista Sam Ali concorda em vender suas costas para o diabo porque ele não tem escolha e, assim, ele entra na esfera elitista e hiper-codificada da arte contemporânea por uma porta improvável. Seu olhar aparentemente ingênuo apresenta este mundo ao espectador de um ângulo diferente do que o normalmente mostrado pelo estabelecimento cultural.

O protagonista Sam é um homem um tanto orgulhoso, porém honesto. Tornar-se um objeto, onde é exposto, vendido, empurrado de um lado para o outro começa a incomodá-lo até que ele decide confrontar esse universo na tentativa de recuperar sua dignidade e sua liberdade.

Sinopse

A obra acompanha Sam Ali, um jovem sírio sensível e impulsivo que trocou seu país pelo Líbano para escapar da guerra. Para poder viajar para a Europa e recuperar o amor de sua vida, ele aceita ter suas costas tatuadas por um dos artistas contemporâneos mais cultuados do mundo. Transformando seu próprio corpo em uma obra de arte de prestígio, Sam perceberá, entretanto, que sua decisão pode significar qualquer coisa, menos liberdade.