‘Guerreiros sem Armas’ dão lição de cidadania

O instituto é uma organização não governamental voltada para projetos sociais

Comentar
Compartilhar
03 MAR 201300h39

Cerca de 60 jovens de 18 a 35 anos de idade, oriundos de todos os continentes, participaram, em Santos, da Escola de Guerreiros sem Armas. Um curso promovido de 5 de janeiro a 5 de fevereiro, pelo Instituto Elos. O instituto é uma organização não governamental voltada para projetos sociais. O projeto escolhido pelo grupo foi reunir a comunidade do Paquetá para recuperar dois terrenos abandonados, localizados na Avenida São Francisco, no Centro de Santos.

“Esses jovens estão conhecendo as necessidades dessa comunidade carente, os sonhos e partir daí, desenvolveram dois projetos: O primeiro foi transformar o galpão de um dos terrenos em um espaço de lazer com sala de cinema e biblioteca. E o segundo projeto foi montar um jardim, no outro terreno, onde as crianças da comunidade fazem suas hortas com a ajuda dos voluntários”, afirmou uma das diretoras do Instituto Elos, Mariana Gauche Motta.

Desde o último domingo, pessoas de nações diversas falam uma só língua: reconstruir. Elas se empenham para limpar os terrenos retirando os entulhos. Cada um fazendo a sua parte: plantando, calçando o chão, aterrando e distribuindo grama para fazer germinar nesses ambientes, a esperança, a cidadania da comunidade carente do Paquetá que tem a incumbência de dar continuidade ao trabalho, de preservar os espaços depois que os novos amigos se forem.

A estudante de arquitetura norte-americana, Ariane Lopes Mates, filha de brasileira, veio para o Brasil participar do projeto em busca de conhecimentos em arquitetura e encontrou aqui mais do que esperava. “O povo é muito legal e apesar das muitas línguas a gente acaba se entendendo”.

Gabriela Pereira do Nascimento, 5 anos, aprendeu cedo a respeitar à natureza. “Tem que plantar para a planta crescer e eu gosto de ver a planta crescer”, disse ela. Jefferson Franco, 12 anos, gostou mesmo foi de conhecer pessoas de outros países. “É muito legal. A gente ganhou padrinhos e madrinhas e se diverte na horta”.

O índio ashaninka, Wenki Pianko, veio do Acre a convite dos diretores da ong para conhecer o projeto e colaborar com os ‘guerreiros sem armas’. “Eu acho que temos que trabalhar para um mundo melhor e há muito o que construir no mundo”. 

“É um presente dos deuses. A iniciativa do Instituto Elos é um incentivo à nossa juventude, às nossas crianças e isso é tudo”, declarou a presidente da Associação dos Moradores de Cortiços do Centro de Santos, Samara Faustino. Neste embate, o inimigos dos guerreiros foi vencido. O lixo, o risco de doenças, ratos e insetos foram dissipados desses locais.