Engenho dos Erasmos promove contação de histórias e videomapping no sábado

As duas atividades são gratuitas, mas há necessidade de inscrição no site

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16 OUT 2018Por Da Reportagem20h50
Em caso de chuva, haverá exibição de vídeo no auditório da instituiçãoEm caso de chuva, haverá exibição de vídeo no auditório da instituiçãoFoto: Divulgação/PMS

"Coloque a mão em concha para escutar e venha se deleitar com as histórias deste mar". O convite é do Engenho de São Jorge dos Erasmos que, neste sábado (20) às 15h, promove o encontro Mar de histórias e lendas do Brasil, com a bonequeira e contadora de histórias Andi Rubinstein.

Já às 20h, é a vez do espetáculo História, luz e som: memórias de um velho engenho, que utiliza o videomapping (projeção de imagens em sincronia com trilhas musicais e paisagens sonorizadas) – em caso de chuva, haverá exibição de vídeo no auditório da instituição.

As duas atividades são gratuitas, mas há necessidade de inscrição no site www.engenho.prceu.usp.br.

Histórias

Sucesso de público em todas as apresentações no engenho, Andi Rubinstein diz que, "no mar de histórias, cabem monges, princesas, heróis solitários, corações apaixonados, animais falantes, mensagens secretas e desafios insuperáveis". Ela lembra que o mar é fonte de contos e lendas do Brasil, cujos personagens viajam em sua maleta de histórias.

Videomapping

As próprias estruturas em ruínas, do engenho, em seu estado bruto, são o pano de fundo para o videomapping, que enfoca, por meio de elementos simbólicos, temas da história do Brasil e do açúcar, como a escravidão, processos produtivos, povos indígenas nativos e a devastação da Mata Atlântica.

A apresentação está fundamentada em estudos de referências documentais e levantamentos em história, arqueologia e arquitetura, sobretudo relativos ao próprio Monumento Nacional.

Idealizado pela professora Vera Lucia Amaral Ferlini, e pelo arquiteto e arqueólogo Silvio Luiz Cordeiro, o espetáculo, financiado pelo BNDES, contribui para a divulgação das ruínas do engenho, evidência física mais antiga da presença europeia no Brasil. O patrimônio cultural é tombado nos três níveis de governo (Condepasa, Condephaat e Iphan).