Elvis Presley, que faria 80 anos hoje, ainda é a maior lenda do rock

As enérgicas "Hound Dog" e "Suspicious Minds" seguem animando as pistas de dança e, sem hesitar, fazem até mesmo muitos marmanjos barbudos rebolarem de maneira desconcertante

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08 JAN 201512h53

As costeletas já estão eternizadas. O jeito de dançar, mexendo os quadris de um lado para o outro, também. A figura mítica de Elvis Presley continua intacta, mesmo 37 anos após sua morte. O Rei, que completaria nesta quinta-feira, 8 de janeiro, 80 anos, ainda é a maior lenda do rock. As enérgicas "Hound Dog" e "Suspicious Minds" seguem animando as pistas de dança e, sem hesitar, fazem até mesmo muitos marmanjos barbudos rebolarem de maneira desconcertante.

Dizem por aí que um rei jamais perde sua majestade, e Elvis é a prova empírica disso. Bob Dylan costumava dizer que quando ouviu a voz do Rei do Rock pela primeira vez na vida, sabia que não ia mais receber ordens de ninguém. Nada de chefes. "Ele é o Deus supremo. Ouvir Elvis é como escapar da prisão. Eu agradeço a Deus todos os dias por Elvis Presley ter existido", afirmou.

John Lennon revelou, certa vez, que a história da música poderia ser dividida em dois tempos: antes e depois de Elvis Presley. "Não existia nada antes dele. Elvis era a nossa maior referência Nada realmente me influenciou tanto." Jim Morrison não economizou nas palavras para reverenciar o Rei do Rock. "Elvis será sempre o melhor e mais original. Ele abriu espaço para todos que viriam depois dele. Um gênio."

Mas, afinal de contas, como Elvis se tornou "Rei"? Nascido em 8 de janeiro de 1935 na cidade de East Tupelo, no Mississippi, Elvis Aaron foi o único sobrevivente de dois filhos gêmeos do casal Vernon Elvis Presley e Gladys Love Smith Presley. Quando Elvis nasceu, os Estados Unidos viviam uma série de conflitos raciais e o Mississippi era considerado o centro das divergências entre brancos e negros. Em 1936, um furacão acabou devastando a cidade e pessoas de todas as raças se uniram para reconstruir a região.

 A figura mítica de Elvis Presley continua intacta, mesmo 37 anos após sua morte (Foto: Divulgação)

Desde os 10 anos, Elvis frequentou os cultos de igrejas, o que influenciou sua formação musical. Em meio a dificuldades financeiras, chegou a trabalhar como lanterninha de cinema e motorista de caminhão.

"That’s All Right, Mama" foi o primeiro grande sucesso de Elvis. A música encantou o dono da Sun Records assim que foi ouvida no estúdio. Pouco tempo depois, a canção era executada em todas as rádios da cidade de Memphis. "I Forgot To Remember To Forget" alcançou o topo das paradas de sucesso e, em 1956, não tinha mais como negar: Elvis havia se tornado um fenômeno.

Milionário e renomado, o Rei do Rock foi convocado pelo Exército dos Estados Unidos no dia 24 de março de 1958. Na época, a convocação era obrigatória e só foi abolida depois da Guerra do Vietnã. Sua mãe, Gladys, morreu um dia depois da volta do cantor para casa. Elvis começou sua trajetória de recruta em uma base no Texas e, depois, seguiu para a Alemanha, onde os Estados Unidos mantinham grande contingente ainda como consequência da 2 ª Guerra Mundial e da ocupação do país pelos Aliados. A trajetória de Elvis também foi completa no cinema. Longas como "Ama-me Com Ternura" (1956), "Feitiço Havaiano" (1961) e "No Paraíso do Havaí" (1966) marcaram sua carreira.

Em 1969, após oito anos longe dos palcos, Elvis ressurgiu de forma triunfal e manteve os ritmos frenéticos das apresentações pelos Estados Unidos. Durante esse período, chegou ao ápice de sua carreira, com mais de mil shows realizados. Para o desespero das mulheres da época, ele se casou com Priscilla Presley e teve uma filha, Lisa. O casamento chegou ao fim em 1972. O rei do rock ainda se casaria pela segunda vez com a então Miss Tennessee, Linda Thompson. O matrimônio também não deu certo e acabou em 1976.

A trajetória do maior astro do rock chegou ao fim em 16 de agosto de 1977. Gordo e cada vez mais distante da forma esbelta que o consagrou, ele sucumbiu às drogas. Elvis, no entanto, continuou crescendo. Sua marca na história da música jamais será esquecida. O garoto pobre da cidade de East Tupelo nunca imaginaria que milhares de pessoas o imitariam ao redor do mundo Os fãs mais alucinados do Rei do Rock tinham razão: Elvis Presley não morreu.