Combate ao preconceito e opressão são temas do FESTA hoje

Com uma programação recheada de música e espetáculos dos quatro recortes (paralela, regional, estadual e nacional), o oitavo dia do FESTA 60 entra em cena hoje ocupando as ruas do Centro

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31 AGO 2018Por Rafaella Martinez11h35
Com uma programação recheada de música e espetáculos dos quatro recortes (paralela, regional, estadual e nacional), o oitavo dia do FESTA 60 entra em cena hoje ocupando as ruas do CentroCom uma programação recheada de música e espetáculos dos quatro recortes (paralela, regional, estadual e nacional), o oitavo dia do FESTA 60 entra em cena hoje ocupando as ruas do CentroFoto: Divulgação

Com uma programação recheada de música e espetáculos dos quatro recortes (paralela, regional, estadual e nacional), o oitavo dia do FESTA 60 entra em cena hoje ocupando as ruas do Centro. A mostra começa às 12h, com a apresentação de ‘Arrastão’, da Cia Etra de Dança na Praça Mauá.  O espetáculo traz à tona questões urgentes dos nossos tempos. Gritos contra o machismo, o racismo e qualquer forma de preconceito, fazem emergir o empoderamento e a coletividade ­arrastada por ­corpos ­pulsantes. 

O Grupo XIX de Teatro ocupa a Cadeia Velha de Santos às 16h com o espetáculo ‘Hysteria’. A obra se passa nas dependências de um hospício feminino carioca, cinco personagens internadas como histéricas revelam seus desvios e contradições - reflexos diretos de uma sociedade em transição, na qual os valores burgueses buscavam adequar a mulher a um novo pacto social. 

No mesmo espaço, o Coro Cênico Céu da Boca apresenta o espetáculo “Todas As Noites Ouço Que Gemem As Águas”, que foca a literatura portuguesa, especialmente os poemas de Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Miguel Torga. E foca a nostalgia do povo lusitano, a saudade de quem foi e de quem ficou, os encontros e as despedidas.

Da Bahia, Mônica Santana traz ao palco do Teatro Guarany ‘Isto não é uma mulata’. “Branca para casar. Mulata para fornicar. Negra para trabalhar”. Partindo da famosa frase de Gilberto Freyre, o solo questiona as formas de representação da mulher negra além de apontar as fragilidades do mito da democracia racial brasileira. Estão em cena ironia, clichês, humor, referências da cultura pop, mas também o diálogo com obras da literatura e notícias da grande mídia. 

 

A noite teatral termina nas catraias do Mercado Municipal com o espetáculo ‘Zona!’, d’O Coletivo. No primeiro episódio, em alto mar, personagens perdidos, em busca de ou fugindo de, conduzem o público pela rota perto dos navios. No segundo, fantasmas do bairro do Paquetá cortejam o espectador pelas ruas e contornos do Mercado Municipal, área outrora de luxo e hoje abandonada. Por fim, o ato em ponte com os cabarés, em um Bar no Paquetá.

Música

A Praça dos Andradas será palco de dois shows musicais: o primeiro ‘For All (Para Elas), mescla arte, cultura e liberdade. O segundo, ‘Fé Menina, Fé Menino, Fé na Festa’, do quarteto formado por duas mulheres e dois homens. O masculino com seu “fé menino” em equilíbrio, reconhece de fato, a importância do protagonismo da mulher e o seu lugar de fala no mundo, inclusive no universo do Forró, onde se concentra uma cultura rica e poética, mas que ainda traz consigo fortes traços machistas.

Sexta-feira, 31 de Agosto

12h – Praça Mauá | Arrastão, da Cia Etra de Dança (Santos)
16h – Centro Cultural Cadeia Velha | Hysteria, Grupo XIX de Teatro (São Paulo)
19h – Centro Cultural Cadeia Velha | Coro Cênico Céu da Boca 
21h – Teatro Guarany | Isto não é uma mulata, de Mônica Santana
22h – Praça dos Andradas | For All (Para elas) + Show Fé menina às 00h.
23h – Praça Iguatemi Martins | Zona!, d’O Coletivo (Baixada Santista)