Coletivo feminino Las Manas volta à cena com reflexão sobre arte e o 'apocalipse' cotidiano

'Las Manas e o Apocalipse' explora a palhaçaria feminina e o teatro de sombras.

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24 JUL 2021Por Da Reportagem08h00
DivulgaçãoDivulgaçãoFoto: Bastidores – “Las Manas e o Apocalipse” explora a palhaçaria feminina e o teatro de sombras

Coletivo feminino com atuação na Zona Leste de São Paulo, a Trupe Las Manas apresenta sua nova montagem, “Las Manas e o Apocalipse”, em minitemporada on-line na página do Facebook da companhia (@trupelasmanas).

Estão previstas apresentações nas seguintes datas e horários: 6 e 7 de agosto, sexta-feira e sábado, às 19h; 8 de agosto, domingo, às 16h; 12 e 14 de agosto, quinta-feira e sábado, às 19h; e 15 de agosto, domingo, às 16h.

Além do espetáculo, uma roda de bate-papo sobre a ação de profissionais que atuam nas coxias, como dramaturgas, iluminadoras e sonoplastas, completa a programação. 

O objetivo é atingir o público que não costuma frequentar as salas de espetáculo, propondo uma intervenção lúdica e, ao mesmo tempo, questionadora dos dias atuais.

Em cena, com dramaturgia de Tessi Ferreira a partir de uma narrativa circense, em especial a palhaçaria feminina e o teatro de sombras, o grupo vai abordar o atual estado de calamidade pública que enfrentamos, para além da pandemia: temas como a falta de empatia e as crises ambientais também são lembrados.

 

Além das palhaças Carolina Esteves, Lídia Martins e da própria Tessi Ferreira, integram a ficha técnica Gabriela Zanola (orientação); Denise Maria Guilherme (figurino); Thabata Bluntrit (cenografia); Natalia Peixoto (iluminação); Bárbara Lucksevicius (sonoplastia e trilha original); Nataly Camargo Martinez (designer gráfica); Rafaella Martinez (assessoria de imprensa), Bia Mazzarack (fotografia e filmagem) e Camila Scatena (produção).

“Produzir arte também é uma resistência. Enquanto jovens, mulheres e palhaças queremos falar de gente – diferente ou igual a gente - que é engolida por todo esse apocalipse, mas que não vai se deixar sucumbir. Enquanto coletivo desejamos nos fortalecer, tecnicamente, em comunhão e troca com o público e escrevendo nossa trajetória para falar do mundo e de pessoas, para transformar o mundo e as pessoas, com muita responsabilidade, que é o que o momento exige”, destaca Tessi Ferreira, atriz e dramaturga do espetáculo.

O coletivo sustenta que quer encontrar quem está na linha de frente, quem suporta as labutas do dia-a-dia, enfrentando o transporte público lotado pois não tem o privilégio de ficar em casa em uma crise de saúde pública. “Entendemos a arte e a cultura como elementos essenciais básicos da vida humana, os quais todos precisam ter acesso, conforme ficou evidente na pandemia”, reforça Tessi.

A circulação do espetáculo Las Manas e o Apocalipse foi contemplada pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo - VAI e é organizado pela Trupe Las Manas.

Sobre a Trupe Las Manas - Grupo de palhaçaria feminina nascido em 2019 na cidade de Mauá com a finalidade de levar o riso a todos os públicos, a trupe investiga a linguagem latino brasileira circense feminina. Integram o coletivo a aluna da Escola Livre de Teatro Carolina Esteves; a aluna do Instituto de Artes da Unesp e graduanda em Artes Cênicas Lídia Martins e a palhaça egressa do Programa de Formação de Palhaço para Jovens - Doutores da Alegria, atriz e escritora Tessi Ferreira.