40 mil fiéis lotam igrejas no Dia de Santo Antonio

Devotos celebraram a festa do santo casamenteiro e protetor dos pobres, na Basílica do Embaré e Santuário do Valongo, em Santos

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26 FEV 201322h45

Fartura, casamento, perpetuação do amor no namoro, emprego. Esses foram alguns dos pedidos de fiéis que   visitaram as igrejas, no Dia de Santo Antonio. A tradicional festa do santo, que é conhecido pelos devotos como casamenteiro e protetor dos pobres, levou cerca de 40 mil devotos à Basílica de Santo Antonio do Embaré e ao Santuário Santo Antonio do Valongo, durante todo o dia de ontem.

Estima-se que cerca de 20 mil pessoas tenham passado pela Basílica, em busca dos tradicionais pãezinhos e do bolo de Santo Antonio com as medalhinhas da sorte. Os devotos fizeram fila para receber os pães e a benção dos frades.

O movimento intenso também nas missas celebradas a cada duas horas e na procissão, que partiu da igreja por volta das 20h30, após a missa de encerramento. “Para os fiéis, Santo Antonio é o padroeiro dos casais e do pobres. Para nós, frades franciscanos, ele foi um grande teólogo, tinha um profundo conhecimento bíblico e por isso se tornou um grande pregador e conselheiro, principalmente de casais”, afirmou Frei Haroldo José Beneti, da Basílica.

Entre os visitantes que entrevistamos, dois se casaram na paróquia e sempre participam da festa de Santo Antonio, como o aposentado Agostinho Gomes Cunha. “Vim buscar o pãozinho para dar sorte e fartura”.

Izabel Cristina de Lima, de 49 anos, também se casou na Basílica. Separada, ela foi pedir ao santo um segundo marido. “Eu vim pedir um segundo casamento, né? Já peguei os pãezinhos. Todos os anos eu venho, espero que um dia aconteça”, disse ela animada.

“Eu tenho namorado, a gente se dá muito bem e vim pedir para que continue assim. E também espero conseguir um emprego porque, no momento, estou desempregada”, disse a filha de Izabel, Bianca Cristina Opasso, de 22 anos.

Com o desejo de sempre ter fartura em casa a professora, Filomena Rodrigues, foi à igreja pegar os pãezinhos. “A gente deixa no arroz para não faltar comida em casa”, disse ela após tomar a benção do frade.

A dona de casa, Cristina Facchini, há 32 anos é devota de Santo Antonio. Para que o alimento nunca falte, todos os anos ela participa da festa e leva os pãezinhos benzidos para casa.

O Santuário Santo Antonio do Valongo também registrou grande número de pessoas, ao logo do dia, de acordo com o coordenador da festa, o leigo Oswaldo da Cruz. “O movimento era o que nós esperávamos. Só para a missa campal de encerramento, realizada às 19h, após a procissão, eram esperados em torno de quatro a cinco mil fiéis. Oswaldo disse que 20 mil pãezinhos foram distribuídos aos fiéis.

Santo Antônio

Santo Antônio nasceu em Lisboa, em agosto de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano. Em 1220, trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana. Estudou e deu aulas de teologia na Europa e morreu em 13 de junho de 1231, em Pádua, na Itália, aos 36 anos de idade.