Professores suspendem greve em Cubatão

Categoria aceitou a proposta da Administração de pagar o piso nacional para a Educação Infantil 1 de forma retroativa a abril deste ano

Os professores ficaram em vigília ontem: o objetivo dé pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério

Os professores ficaram em vigília ontem: o objetivo dé pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério | Divulgação

Com assembleia cheia e realizada no Paço de Cubatão, as professoras e professores decidiram aceitar a proposta do Governo de pagar o piso nacional para a Educação Infantil 1 de forma retroativa a abril deste ano e, em contrapartida, abrir mão da ação judicial coletiva que pleiteia o pagamento dos anos passados.

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No entanto, o aceite foi condicionado à garantia de reposição dos dias parados. Com isso, a greve por tempo indeterminado, que começaria ontem, foi suspensa. Fica mantido o “estado de greve” para sinalizar que, caso não haja avanços na discussão da jornada, as paralisações podem recomeçar.

O clima na assembleia foi de festa (com bolo e tudo), de alívio, mas também de união entre os segmentos da Educação para as próximas batalhas. A principal delas já começou ontem, às 14 horas, com a reunião entre o Sindicato dos Professores Municipais de Cubatão (SindPMC), Fundação Getúlio Vargas e Administração sobre a regularização da jornada como base previdenciária.

Segundo o Sindicato, a vitória na questão do piso foi importante por muitos motivos. Um deles, seria o aumento do fôlego para a briga pela revogação dos incisos 1° e 2°, do artigo 4° do Decreto 10.684/2017.

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“Essa alteração garantirá a jornada como vencimento de fato e de direito e não apenas como vantagem variável de carreira. Só assim os professores de Fundamental Dois deixarão de ter cortes sempre que tiram licenças médicas ou de qualquer outra natureza”, explica em nota, o Sindicato.