Preocupante: Cubatão pode ter inundações crônicas até 2050

Essa não é a primeira vez que a Baixada, como um todo, é colocada em alerta em relação às mudanças climáticas.

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02 NOV 2019Por Da Reportagem12h10
Estudo foi publicado nesta terça-feira (29) na revista científica Nature Communications.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Um estudo publicado nesta terça-feira (29) na revista científica Nature Communications apontou que até 2050 as terras onde hoje vivem 1,4 milhão de brasileiros sofrerão riscos de inundações anuais. Na Região, a cidade de Cubatão está listada como passível de sofrer inundações crônicas.

A estimativa foi feita por meio da plataforma Coastal Risk Screening Tool (Ferramenta de Rastreio de Risco Costeiro, em português), do Climate Central — uma ONG de pesquisadores e jornalistas dedicados a estudar as mudanças climáticas.

Essa não é a primeira vez que a Baixada, como um todo, é colocada em alerta em relação às mudanças climáticas. Para o climatologista Rodolfo Bonafim, a violência destes eventos tende a aumentar e nos próximos 30 anos, a Baixada Santista pode se tornar rota de tempestades tropicais, já que a posição geográfica (ao nível do mar) e o aumento da temperatura do Oceano Atlântico são fatores essenciais para este cenário.

"Não será comparável ao que acontece na Flórida, por exemplo. Lá a temperatura do oceano é mais quente e o ar é mais frio do que no Brasil, por isso o choque térmico é mais forte e acontecem furacões tão devastadores. Aqui, o que deve acontecer se a temperatura do Oceano Atlântico continuar subindo são tempestades tropicais, com ventos e chuvas mais fortes que podem causar muitos estragos, mas menos potentes do que os furacões", explica.

Ele alerta sobre a necessidade de as cidades se prepararem para os efeitos causados por eventos climáticos de maior magnitude. Rodolfo sugere que as prefeituras façam a implementação de planos de contingência e rotas de fuga. Com eles é possível minimizar os prejuízos e consequências negativas em situações de emergência.

Até o momento, apenas Santos possui um Plano de Contingência para Ressacas e Inundações, porém o documento não abrange outras emergências advindas de eventos climáticos além mar, nem rota de fuga.