O prefeito ressaltou que a defesa da indústria extrapola interesses locais ou partidários / DANIEL VILLAÇA/DIÁRIO DO LITORAL
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A Prefeitura de Cubatão reforçou, nesta quarta-feira (28), a articulação conjunta com sindicatos e entidades representativas da indústria química para enfrentar o avanço da desindustrialização e defender a manutenção do polo industrial do município.
A mobilização foi consolidada durante reunião no gabinete do prefeito César Nascimento, que destacou a importância da união entre poder público, trabalhadores e setor produtivo diante do fechamento de empresas e da consequente perda de empregos.
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Durante o encontro, o prefeito ressaltou que a defesa da indústria extrapola interesses locais ou partidários. “Defender a indústria é também defender a soberania do país, especialmente no que diz respeito à manutenção de empregos e à geração de renda. Unir o Brasil nesta pauta não tem bandeira partidária; é um dever do poder público, das entidades ligadas à indústria e da classe política como um todo”, afirmou. Segundo ele, Cubatão não pode ficar fora desse processo de mobilização nacional.
A reunião teve como foco principal o cenário nacional e regional de fechamento de plantas industriais, especialmente no polo cubatense, e serviu para alinhar as pautas que o prefeito levará à reunião com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, agendada para a próxima terça-feira (3), em Brasília. A agenda tratará da situação de Cubatão e de outros polos industriais afetados em diferentes regiões do país.
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Ao abrir o encontro, César Nascimento destacou que o movimento busca garantir a continuidade das atividades industriais. “Este é um movimento em prol da manutenção das plantas funcionando, sempre pensando no benefício ao povo brasileiro e em nome de todos os trabalhadores”, disse o prefeito, que esteve acompanhado do secretário municipal de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo, Fabrício Lopes, e do secretário-adjunto de Governo, Genaldo Santos.
Participaram da reunião André Passos, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (ABIQuim); Herbert Passos Filho, primeiro vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar); Marco Antônio Valle, diretor do Sindicato das Indústrias Químicas da Baixada Santista; Willians Bezerra, assessor do deputado estadual Rômulo Fernandes (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar do Estado de São Paulo para as Indústrias Químicas; além de representante da consultoria Seta, que atua em relações governamentais para o setor.
Durante as discussões, os participantes destacaram que a desindustrialização provoca impactos diretos na economia, com reflexos na arrecadação de impostos e na capacidade do poder público de manter políticas sociais. “As fábricas são grandes geradoras de emprego.
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Quando começam a fechar, o resultado imediato é a demissão e o enfraquecimento da economia local e regional”, afirmou o prefeito, ao reforçar que é necessário “endossar qualquer movimento que una esforços para que o clamor seja ouvido em Brasília e nos governos estadual e federal”.
Outro ponto comum entre os presentes foi a defesa de políticas públicas voltadas à preservação do emprego e da renda, consideradas essenciais para a sustentabilidade econômica.
Para Herbert Passos Filho, é preciso “estancar a sangria da desindustrialização”, o que passa, entre outras medidas, pela redução de tarifas e por maior participação do Estado no enfrentamento do problema.
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O presidente da ABIQuim, André Passos, afirmou que a pauta a ser levada a Brasília precisa ser bem definida e construída de forma conjunta. Segundo ele, o cenário atual é mais grave do que em momentos anteriores e exige ações mais detalhadas e rápidas.
Passos também destacou que o setor apoia a atuação da administração municipal na defesa do polo industrial e no encaminhamento das demandas aos governos estadual e federal.
Ao final da reunião, o prefeito lembrou que a administração municipal já vem discutindo os desdobramentos do caso envolvendo a empresa Unigel e que o objetivo agora é evitar novas situações semelhantes.
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“Ninguém fica feliz com a perda de empregos. Os problemas são conhecidos; o que precisamos é de agilidade nas soluções, em nome do povo, dos trabalhadores, de Cubatão e das demais cidades afetadas pelo polo industrial”, concluiu.