Prefeitura de Cubatão discutem estratégias para equilibrar o boom logístico com melhorias no trânsito e qualificação profissional / Renan Lousada/DL
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A cidade de Cubatão se prepara para uma nova fase de desenvolvimento, impulsionada pelo avanço das atividades logísticas e pela expansão das áreas retroportuárias na Baixada Santista. Com a expectativa de aumento no fluxo de cargas e a chegada de novos investimentos, o município deve passar por transformações significativas em sua economia, infraestrutura e organização urbana.
Para o deputado federal Fernando Marangoni, a tendência é clara, a cidade deve ganhar ainda mais protagonismo nos próximos anos. “Santos e Guarujá já têm limitações de espaço. Cubatão passa a ser uma alternativa natural para a expansão das atividades logísticas”, afirma.
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Segundo o parlamentar, esse movimento está diretamente ligado à necessidade de ampliar áreas de apoio ao porto, como os retroportos, fundamentais para garantir a eficiência operacional. “Com o aumento do volume de cargas, especialmente via acordos internacionais, a pressão sobre a região será maior”, destaca.
Diante desse cenário, o secretário de Governo de Cubatão, Guilherme Amaral, afirma que a administração municipal já adota medidas para organizar esse crescimento. Uma das ações centrais foi a reestruturação administrativa para integrar as pautas portuárias ao planejamento econômico da cidade.
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“Criamos uma estrutura voltada ao empreendedorismo que também abrange as atividades portuárias e retroportuárias. Isso permite uma atuação mais estratégica”, explica Amaral.
O município também tem investido em instrumentos de planejamento urbano, como o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que exige contrapartidas de empresas que desejam se instalar na cidade. “Esses mecanismos são fundamentais para mitigar impactos e garantir que o desenvolvimento aconteça de forma equilibrada”, reforça o secretário.
Cortada por importantes rodovias, Cubatão já enfrenta congestionamentos frequentes, cenário que pode se agravar com o aumento da atividade logística. Marangoni reforça que o planejamento precisa ser integrado entre as diferentes esferas de governo.
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“Quando há crescimento econômico, surgem impactos no trânsito, no meio ambiente e no uso do solo. É fundamental que município, estado e União atuem de forma alinhada”, diz o deputado.
Outro ponto central é a qualificação da mão de obra. A prefeitura tem buscado parcerias com instituições como SENAI e Etecs para ampliar a formação técnica em logística. “Não basta atrair empresas. Precisamos garantir que a população local esteja preparada para ocupar essas vagas”, destaca Amaral.
O secretário também chama a atenção para a necessidade de transformar o crescimento econômico em benefícios concretos para a comunidade. “Cubatão não pode ser apenas um corredor logístico. Precisamos garantir que a riqueza gerada fique na cidade e se traduza em qualidade de vida”, afirma.
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Esse processo envolve desde políticas de incentivo fiscal até investimentos diretos na economia local, como programas que estimulam o comércio e a circulação de renda no município. Para Marangoni, o momento é decisivo. “Se houver planejamento e organização, Cubatão pode se consolidar como um dos principais polos logísticos do país”, avalia.
A expectativa é de que, com a regulamentação do setor e o aumento da demanda internacional, a cidade entre em um novo ciclo de desenvolvimento. O desafio será equilibrar o crescimento econômico com sustentabilidade e bem-estar social.