Caminhada neste sábado lembra feminicídio de abril, em Cubatão

Evento será iniciado na Praça Gervásio Bonavides, na Vila Santa Rosa

Ana Flávia Pereira Oliveira, de 42 anos, morreu baleada em 27 de abril

Ana Flávia Pereira Oliveira, de 42 anos, morreu baleada em 27 de abril | Reprodução

Hoje (27), a partir das 9 horas, acontece a 1ª Caminhada contra a violência doméstica de Cubatão, para lembrar o assassinato da atendente Ana Flávia Pereira Oliveira, de 42 anos, baleada em 27 de abril, na farmácia localizada na Avenida Martins Fontes, no bairro Vila Nova.

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Ela chegou a ser encaminhada ao Pronto-Socorro Central da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito, um ex-segurança do estabelecimento, fugiu na sequência. A caminhada visa exigir das autoridades a responsabilização do agressor.

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A caminhada, que está sendo realizada pelo Conselho Municipal da Condição Feminina de Cubatão (CMCF Cubatão) e a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), será iniciada na Praça Gervásio Bonavides, na Vila Santa Rosa.

De acordo com a presidente do CMCF Cubatão, Paula Ravanelli, o objetivo da ação é denunciar a falta de uma rede de serviços de proteção integral às mulheres vítimas de violência na Cidade.

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“A Lei Maria da Penha exige que o Poder Público disponibilize mecanismos de assistência e proteção, mas que não estão assegurados às mulheres cubatenses. O Centro de Referência da Mulher não funciona e o local é utilizado para outras finalidades. Além disso, não existe Casa Abrigo para atender mulheres vítimas de violência doméstica”, completa Paula.

DDM.

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A Cidade também não conta com Delegacia de Defesa da Mulher com atendimento 24 horas e nem com varas especializadas na Justiça para julgar ações penais e conceder medidas protetivas.

Além de denunciar os problemas, as entidades organizadoras reivindicam a implantação de uma Casa da Mulher Brasileira. Trata-se de um equipamento do Governo Federal que integra serviços especializados, como acolhimento e triagem, apoio psicossocial, delegacia, juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, promoção de autonomia econômica e outras iniciativas.

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O trajeto da caminhada vai passar pela farmácia onde ocorreu o fato. A ideia é fazer uma singela homenagem à vítima e cobrar das autoridades a responsabilização do agressor, que continua foragido. O percurso segue até a Escola Afonso Schmidt, no Centro de Cubatão.

Não há necessidade de inscrição prévia para a caminhada e os participantes devem comparecer de camiseta branca.