Assaltos, roubos e furtos apavoram moradores da região do Orquidário

Abordagens na porta dos prédios, invasões na madrugada e roubo de portões são comuns na região

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12 ABR 2019Por Carlos Ratton07h00
Moradores e comerciantes do entorno do Orquidário não suportam mais a falta de segurançaFoto: Nair Bueno/DL

De um clima ameno, diferenciado de quem mora em cidade praiana, para o de terror. Essa é a troca involuntária a qual estão sendo submetidos os moradores do entorno do Orquidário de Santos, que vivem tendo prejuízos materiais constantes, quase sempre, acompanhados de desgastes psicológicos em função dos assaltos, roubos e furtos na região, principalmente à noite.

A Reportagem esteve ontem conversando também com alguns comerciantes e os relatos são preocupantes. Ana Paula Ferreira, síndica do Edifício Costa do Sol, localizado quase em frente a um dos equipamentos turísticos mais frequentados da Cidade, disse que a sensação de segurança é zero. "Não existe policiamento. Estamos sendo roubados diariamente. Moradores são abordados no momento que estão chegando na porta do prédio. Roubam tudo, principalmente celulares. A gente não tem sossego", afirma.

Ana Paula revela que as ações ocorrem principalmente à noite e de madrugada entre uma e cinco da manhã. Nesse último período, roubos e furtos. "Mas tem gente aqui que já foi roubada às 18 horas, ainda de dia. Até para estacionar está difícil. Já ligamos para a Polícia Militar, mas só fomos atendidos quando ligamos minutos depois que o roubo ocorreu. Estamos em frente ao Orquidário e não vemos segurança alguma", completa.

A auxiliar de Administração, Ana Carolina Venâncio Gonçalves, foi assaltada em frente ao prédio às 21 horas. "Estava caminhando quando fui abordada. Levaram meu celular. Sempre nos sentimos inseguros. Não há policiamento", afirma.

Padaria

Wagner Sousa, proprietário da Padaria Orquidário, lembra quantas vezes seu estabelecimento foi invadido. "Durante a reforma, foram mais de 20 vezes. Depois da inauguração, foram mais quatro. Sempre no período noturno e por drogados", acredita. Segundo ele, tudo que vende rápido, como cigarros, é a preferência dos invasores. "Temos alarme mas, até chegarmos na padaria, já levaram as mercadorias. Eles roubam encapuzados para prejudicar a identificação. Eu já informei a Guarda Municipal, apesar de não ser da alçada dela, mas a sensação é que estamos enxugando gelo. Abordam até clientes", afirma.

O comerciante acredita que muitos invasores ficam próximos da cracolândia estabelecida próximo ao túnel do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do Clube dos Ingleses. "Não há uma ação social para minimizar a situação. Roubam, assaltam e furtam por causa do vício. A cidade inteira está assim.

Portões

Hernani Antonio Mendes Teles possui duas lojas alugadas para pequenos comércios ao lado do Edifício Costa do Sol, onde foram roubados seus dois portões de alumínio. "O prejuízo vou saber a partir do momento que escolher o material e a mão-de-obra para deixar tudo do jeito que estava. Um dos meus inquilinos teve que ir à delegacia, de madrugada, após ser informado que tinha uma pessoa dentro da loja. Nesse caso, a polícia chegou e a pessoa foi presa, mas já foi solta", reclama.

O Diário tentou, durante todo o dia de ontem, obter uma posição da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. No entanto, até às 18 horas, horário de fechamento da edição, não houve retorno por parte do órgão do Estado.

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