Ypê está devolvendo o dinheiro de quem comprou produtos contaminados; veja como receber

Fabricante divulgou os canais oficiais para que os clientes solicitem a devolução dos valores ou a substituição dos itens afetados

A imagem mostra uma linha variada de detergentes líquidos da marca Ypê expostos em um ambiente externo. Ao fundo, nove frascos cilíndricos tradicionais estão alinhados lado a lado sobre uma mureta de pedra clara. As cores dos líquidos variam entre azul, verde-água, rosa, amarelo, branco leitoso, vermelho, verde-escuro, transparente e verde-limão. Cada embalagem possui o logotipo da marca em destaque e tampas do tipo push-pull em cores que combinam com o rótulo. À frente deste alinhamento, quatro frascos de formato anatômico e levemente achatado estão posicionados em destaque. Eles contêm líquidos nas cores amarelo suave, laranja, transparente e azul claro. Estes frascos apresentam rótulos que indicam "Nova Fórmula" e possuem tampas em cores sólidas como verde, branco, roxo e vermelho. A iluminação é natural e direta, vinda do sol, o que cria reflexos brilhantes nos frascos de plástico e projeta sombras suaves na superfície de pedra. O plano de fundo está levemente desfocado, revelando vegetação verde e o que parece ser uma fonte ou queda d'água à direita, sugerindo um ambiente de jardim ou pátio.

Eempresa disponibilizou um formulário eletrônico em sua página e explicou o procedimento para quem não possui a nota fiscal (Divulgação)

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda dos produtos da marca Ypê com lotes terminados em “1”, na manhã da última sexta-feira (15), a empresa anunciou que os consumidores podem solicitar o reembolso ou a troca dos itens afetados.

Nesse sentido, a companhia orienta que o público realize o pedido diretamente no site oficial da Ypê, preenchendo um formulário eletrônico específico.

Como funciona o ressarcimento?

O cadastro exige que o consumidor informe os dados pessoais, a chave Pix para o estorno e o número do lote do produto. Dessa forma, caso o usuário não possua mais a nota fiscal das mercadorias, basta preencher os demais campos solicitados para gerar um número de protocolo de atendimento.

A empresa não estipulou um prazo exato para a realização dos estornos em conta, mas recomenda que os clientes acompanhem o andamento do processo pelo sistema.

Decisão da Diretoria

A decisão da Diretoria Colegiada votou por unanimidade, mantendo proibidas a venda, a distribuição e o uso das linhas afetadas em todo o território nacional. Durante a votação, os diretores afirmaram que as medidas adotadas pela empresa foram “insuficientes”.

Além disso, os magistrados citaram um “histórico recorrente de contaminação microbiológica” e defenderam que os riscos sanitários identificados pela fiscalização ainda não foram superados. Dessa forma, a prioridade do órgão permanece sendo a proteção da saúde do consumidor.

Posicionamento da empresa

Diante da decisão da agência reguladora, a Ypê divulgou uma nota oficial em que defende a qualidade de sua linha de produção.

“A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, a companhia propôs à Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível”, informou a fabricante.

Antes da decisão final, a Ypê tentava reverter a proibição por meio de um plano de adequação técnica. De fato, a Anvisa confirmou que a empresa propôs 239 ações para corrigir as falhas de fabricação na unidade de Amparo, no interior de São Paulo.

Quais produtos foram recolhidos?

Irregularidades e riscos à saúde

As equipes de fiscalização, em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a vigilância municipal de Amparo, encontraram graves falhas na unidade produtora. Além disso, a principal justificativa para a interdição envolve a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes.

O contato direto com os itens contaminados pode causar manchas avermelhadas, inchaço e, em casos extremos, evolução para quadros fatais. Portanto, o consumidor deve evitar a exposição do saneante em cortes ou rachaduras na pele, prevenindo que o micro-organismo agrave eventuais lesões.