Embarcação foi a primeira de bandeira brasileira a realizar uma expedição na Antártida / Luiz Torres/DL
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Reviravolta na situação do navio Professor Wladimir Besnard. Após a Universidade de São Paulo (USP) afirmar que a embarcação seria desmontada, uma reunião do Conselho Universitário no próximo dia 19 de abril deve aprovar a doação do navio para a Prefeitura Municipal de Ilhabela, no Litoral Norte. A iniciativa é do prefeito do arquipélago, Antonio Luiz Colucci (PPS), que conta com o apoio do deputado federal João Paulo Tavares Papa (PMDB).
A proposta é que, após descontaminação, a carcaça do navio seja afundado entre a Ponta da Sela e o Solar Singhita, na região sul do Município e se transforme em um recife artificial. A cabine de comando seria preservada e ficaria em exposição juntamente com outros instrumentos do Besnard, que já foram removidos da embarcação e estão atualmente no Museu do Instituto Oceanográfico da Universidade. A ideia é que essas peças também fiquem em exposição no Museu dos Naufrágios de Ilhabela.
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Um dos entusiastas da proposta, o deputado federal João Paulo Tavares Papa, acredita que o afundamento controlado e a preservação de parte de seus materiais irá contribuir para que a história do navio não seja esquecida. “Além de ser um importante polo para o mergulho, que será ainda mais fomentado com o Besnard se transformando em um recife de corais, a Cidade se responsabilizará também em manter e conservar viva a história do navio, por meio do museu, que terá uma ala destinada especialmente para a embarcação”, destacou.
Procurada, a Prefeitura de Ilhabela informou que a proposta quer dar um novo destino para a embarcação histórica, que seria cortada e vendida como sucata. De acordo com o secretário adjunto do Meio Ambiente de Ilhabela, Daniel Vilela, após a definição do local exato onde o navio será afundado, começara o processo de licenciamento junto ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).
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