Essa vovó de 101 anos ficou triste por parar de consumir purê de maçã todos os dias / Gemini AI
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O que deveria ser um almoço tranquilo no centro de cuidados Cleijenborch, na Holanda, transformou-se em uma batalha por autonomia e tradição. A direção da instituição decidiu banir o purê de maçã (appelmoes) do cardápio dos residentes, alegando que o produto é "pouco saudável" e que as embalagens plásticas individuais prejudicam o meio ambiente. A medida, no entanto, atingiu em cheio uma moradora de 101 anos que consome o doce diariamente há décadas.
A decisão gerou indignação imediata em Rian Krijger, neta afetiva da centenária, que lançou a "Operação Purê de Maçã". Inconformada com a proibição imposta por diretrizes de um novo "conceito nutricional" da casa, Rian mobilizou a vizinhança para arrecadar potes do doce e entregá-los pessoalmente aos idosos.
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“Minha avó chegou aos 101 anos comendo purê de maçã todos os dias. Façam isso com os jovens, que sofrem com a obesidade, não com quem já passou de um século”, desabafou ela à imprensa local.
O caso escalou rapidamente e chegou aos ouvidos da vice-primeira-ministra holandesa, Mona Keijzer. Em suas redes sociais, a autoridade ironizou a rigidez da instituição ao perguntar: "O dia 1º de abril chegou mais cedo este ano?", referindo-se ao absurdo de privar idosos em estágio avançado de vida de pequenos prazeres gastronômicos.
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Pressionado pela repercussão negativa e pela "invasão" de doações iniciada pela comunidade, o asilo recuou em parte da narrativa. Agora, a gerência estuda passar a cozinhar o próprio purê de maçã de forma artesanal, para garantir que seja uma opção mais saudável e livre de conservantes.
Para os familiares, no entanto, o episódio serve como um alerta sobre a importância de respeitar a vontade e o bem-estar emocional daqueles que já cruzaram a marca dos cem anos.