Votação da Lei Orçamentária Anual é adiada novamente

Verador Adilson Júnior pediu adiamento de cinco sessões para que se façam correções na Lei Orgânica em relação à destinação de emendas

A votação, em primeira discussão, da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017 foi adiada pela segunda vez pela Câmara de Santos. O projeto de lei 164/2016 estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício financeiro do próximo ano.

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Na sessão de segunda-feira, a LOA foi adiada por falta de quórum, já que apenas oito vereadores estavam presentes. Desta vez, o vereador Adilson Júnior (PTB) sugeriu o adiamento por cinco sessões. Com isso, o projeto volta à pauta no dia 21 de novembro. O projeto precisa ser aprovado em duas discussões antes de ser sancionado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

O pedido de adiamento se deu devido a conflitos existentes para a destinação de emendas para entidades do terceiro setor.

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“Não conseguimos fazer se não alterarmos um conflito que existe na nossa Lei Orgânica. Não conseguiremos votar um orçamento e destinar emendas para onde a sociedade clama, e parte dessas emendas nunca foi destinada para essas entidades porque a lei não permite. Ou seja, se não corrigirmos isso, não corrigiremos a  questão orçamentária e ficaremos num vácuo, num abismo, inclusive, perante a sociedade. E sabemos que para mexer na Lei Orgânica precisamos de, no mínimo, dez dias para sua aprovação”, disse Júnior.

O vereador lembrou que mais de 12 mil crianças são assistidas por essas entidades e que, a partir de 1º de janeiro, passará a entrar em vigor o chamado Novo Marco Regulatório do Terceiro Setor.

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Este marco regulatório exige que existam pelo menos três anos de atuação da organização civil para que esta possa receber recursos do governo. Determina-se ainda que tais organizações participem de processo seletivo, por meio de chamada pública, para firmar contratos com a administração pública.

Além disso, Adilson Júnior também disse que entidades de outras áreas também serão afetadas como em convênios esportivos e de assistência social.

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Cacá Teixeira (PSDB) também demonstrou preocupação com a questão das emendas.

“Não teremos mais os convênios. Acabará essa expressão. Teremos o Termo de Colaboração e o Termo de Fomento, além de um acordo de cooperação, que não terá ônus ao município. Mas ao Termo de Colaboração e ao Termo de Fomento será passada uma verba e será feito o chamamento das entidades. Estamos nos preocupando, e também preocupados com a execução desses serviços com as entidades, que fazem um bom trabalho, é que nossas emendas poderiam ser revertidas para essas ONG’s. Esse momento é de reflexão onde teremos que colaborar”, comentou.

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Outros parlamentares também abordaram o tema como Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB), que disse ter informações que ao menos cinco entidades correm o risco de fechar por falta de verba, Sadao Nakai (PSDB), Marcelo Del Bosco e Manoel Constantino (PSDB).

Apesar de terem adiado a votação da Lei Orçamentária Anual, os vereadores aprovaram o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento.

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A Lei Orçamentária prevê uma receita líquida estimada para o exercício de 2017 em R$ 2.696.476.000,00 (dois bilhões, seiscentos e noventa e seis milhões, quatrocentos e setenta e seis mil reais) e, segundo o relatório da Prefeitura, representa um crescimento da ordem de 5,71% em relação à receita orçada para o exercício de 2016.