Cotidiano
O Tacaé-do-sul (Takahē), um pássaro pré-histórico que não voa e possui uma plumagem azul-esmeralda vibrante, está retornando às áreas selvagens da Nova Zelândia
Sem a capacidade de voar e com ninhos feitos no chão, a espécie quase sucumbiu à chegada de predadores invasore / Foto: Reprodução/YouTube
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Uma das aves mais raras e icônicas do planeta acaba de conquistar uma vitória histórica contra a extinção. O Tacaé-do-sul (Takahē), um pássaro pré-histórico que não voa e possui uma plumagem azul-esmeralda vibrante, está retornando às áreas selvagens da Nova Zelândia após ser considerado 'apagado do mapa' por quase um século.
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Acreditava-se que o Takahē havia desaparecido para sempre no século XIX. Contudo, em 1948, um grupo de pesquisadores encontrou uma pequena população escondida nas remotas montanhas de Murchison. Esse momento marcou o início de uma das maiores missões de salvamento da fauna mundial.
Os números da recuperação:
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Anos 40: Menos de 100 indivíduos encontrados.
Hoje: População estimada em 500 aves.
Recente vitória: 18 novos exemplares foram soltos no Vale de Greenstone, território onde não eram vistos há gerações.
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O Takahē é um sobrevivente da Era do Gelo. Sem a capacidade de voar e com ninhos feitos no chão, a espécie quase sucumbiu à chegada de predadores invasores (como furões e gatos). Para salvá-la, o governo neozelandês criou santuários em ilhas isoladas e utilizou técnicas de reprodução assistida para garantir a diversidade genética.
Para a tribo maori Ngāi Tahu, o retorno do Takahē não é apenas um sucesso biológico, mas uma reparação espiritual. Considerada um "tesouro vivo" (taonga), a ave tem suas penas valorizadas na cultura tradicional. Ver a espécie ocupando novamente suas terras ancestrais simboliza a cura da conexão entre o povo e a terra.