Cotidiano
A prática consiste em consumir grandes quantidades de álcool em um curto período de tempo com o objetivo de atingir a embriaguez rapidamente
Esse comportamento, comum em festas e encontros de fim de semana, já é considerado um problema de saúde pública / ImageFX
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Uma prática cada vez mais comum entre jovens tem preocupado especialistas em saúde: o chamado binge drinking, que consiste em consumir grandes quantidades de álcool em um curto período de tempo com o objetivo de atingir a embriaguez rapidamente.
Esse comportamento, comum em festas e encontros de fim de semana, já é considerado um problema de saúde pública e pode trazer consequências graves tanto imediatas quanto a longo prazo.
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O termo vem do inglês e pode ser traduzido como “beber em excesso”. Na prática, ocorre quando há ingestão de:
em cerca de duas horas, elevando rapidamente o nível de álcool no sangue.
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Diferente do alcoolismo crônico, o binge drinking está ligado à intensidade do consumo em um único episódio, o que pode ser ainda mais perigoso.
O termo vem do inglês e pode ser traduzido como “beber em excesso”De acordo com especialistas, esse padrão é mais frequente entre jovens e estudantes, principalmente em ambientes sociais como festas, baladas e reuniões.
O problema ganha ainda mais relevância porque o álcool é a substância psicoativa mais consumida por adolescentes no Brasil, segundo entidades médicas.
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Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo estão relacionadas ao consumo de álcool.
Os efeitos do binge drinking aparecem rapidamente no organismo e podem levar a situações perigosas.
Entre os principais riscos de curto prazo estão:
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Esse tipo de consumo também está associado a situações como sexo desprotegido, quedas, agressões e até tentativas de suicídio.
Os efeitos do binge drinking aparecem rapidamente no organismo e podem levar a situações perigosasEmbora muitos vejam o consumo excessivo como algo pontual, os efeitos no organismo são profundos.
O álcool:
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Em casos extremos, pode causar morte súbita, especialmente quando há sobrecarga do organismo.
Quando esse comportamento se torna frequente, os danos podem atingir praticamente todos os órgãos.
Entre os principais problemas estão:
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Isso acontece porque o organismo, ao metabolizar o álcool, produz substâncias tóxicas que atacam células e até o DNA.
Pesquisas recentes indicam que beber grandes quantidades em poucas horas pode ser mais prejudicial ao fígado do que consumir pequenas doses ao longo da semana.
O motivo é a sobrecarga abrupta do órgão, que não consegue metabolizar o álcool de forma eficiente, aumentando o risco de inflamações e lesões graves.
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Especialistas alertam que os riscos são ainda maiores entre adolescentes, já que o cérebro ainda está em desenvolvimento.
O consumo de álcool nessa fase pode causar danos irreversíveis, afetando memória, aprendizado e controle emocional ao longo da vida.
O alerta é claro: o consumo deixa de ser recreativo quando começa a afetar a rotina ou sair do controle.
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Sinais de alerta incluem:
Nesses casos, a recomendação é buscar ajuda médica e acompanhamento especializado.
Especialistas reforçam que não é apenas a frequência que importa, mas também a quantidade ingerida em cada ocasião.
Evitar excessos e respeitar os limites do corpo são medidas fundamentais para prevenir complicações e garantir a saúde a longo prazo.