Cotidiano

Você pode estar correndo perigo! Por que você não deve jogar caixas de encomenda fora sem fazer isso

Com o aumento das compras online, especialistas acendem o alerta para a exposição de dados pessoais em embalagens descartadas, que podem ser usados por criminosos para aplicar golpes

Ana Clara Durazzo

Publicado em 12/04/2026 às 21:00

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O problema é que, após o descarte, esses dados podem circular sem controle e cair nas mãos erradas / Imagem gerada por IA

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A simples etiqueta de uma encomenda pode esconder um risco silencioso e crescente. Com o aumento das compras online, especialistas acendem o alerta para a exposição de dados pessoais em embalagens descartadas, que podem ser usados por criminosos para aplicar golpes.

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Etiquetas de encomendas viram porta de entrada para golpes

Informações como nome completo, endereço, telefone e até CPF estão frequentemente impressas nas etiquetas de entrega. O problema é que, após o descarte, esses dados podem circular sem controle e cair nas mãos erradas.

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Segundo especialistas em cibersegurança, essas informações são suficientes para que golpistas criem abordagens convincentes e enganem vítimas com mais facilidade.

“Para um golpista, essas informações são um prato cheio”, alerta a especialista Catarina Viegas.

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A iniciativa propõe um gesto simples: remover, rasgar ou raspar os dados pessoais das etiquetas

Campanha incentiva brasileiros a “raspar” dados das embalagens

Diante do risco, surgiu a campanha “Raspe seus Dados”, lançada no Brasil com o objetivo de conscientizar consumidores sobre a importância de destruir essas informações antes de descartar embalagens.

A iniciativa propõe um gesto simples: remover, rasgar ou raspar os dados pessoais das etiquetas. Para incentivar a prática, algumas embalagens contam até com cupons escondidos que são revelados após a remoção das informações.

A ação também reforça a ideia de que a proteção de dados não termina após a compra — ela continua até o descarte.

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Golpes começam fora da internet

Criminosos têm utilizado dados de etiquetas em técnicas conhecidas como engenharia social, quando manipulam a vítima para obter informações ou dinheiro.

Entre os golpes mais comuns estão:

  • Vishing (golpe por telefone): criminosos se passam por atendentes e usam dados reais da vítima para ganhar confiança
  • Phishing direcionado: mensagens com links falsos usando nome e dados da pessoa
  • Roubo de identidade: abertura de contas ou cartões com dados coletados

Essas abordagens funcionam justamente porque as informações parecem legítimas, reduzindo a desconfiança da vítima.

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Essas abordagens funcionam justamente porque as informações parecem legítimas, reduzindo a desconfiança da vítima

Brasil está entre os países mais afetados

O cenário é ainda mais preocupante diante do crescimento dos crimes digitais. Em 2025, o Brasil ficou entre os países que mais sofreram ataques cibernéticos no mundo.

Além disso, milhões de brasileiros já tiveram dados expostos ou usados em golpes, o que reforça a necessidade de atenção até em situações aparentemente simples, como jogar uma caixa fora.

Como se proteger no dia a dia

Especialistas apontam que medidas simples podem reduzir significativamente o risco:

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  • Destruir etiquetas: rasgar ou apagar dados pessoais antes do descarte
  • Evitar compartilhar informações: nunca fornecer dados por telefone ou mensagem sem confirmação
  • Desconfiar de contatos inesperados: sempre buscar canais oficiais
  • Cuidar dos dados físicos: tratar informações impressas com o mesmo cuidado que senhas

A recomendação é clara: uma caixa jogada no lixo pode ser o início de um golpe.

Pequeno hábito, grande impacto

Com milhões de encomendas circulando diariamente no Brasil, o impacto desse tipo de exposição pode ser enorme. Por isso, campanhas como “Raspe seus Dados” tentam transformar um gesto simples em hábito cotidiano.

Mais do que tecnologia, a segurança digital também depende de comportamento. E, nesse caso, a proteção começa antes mesmo de clicar em “comprar” e só termina quando os dados deixam de existir.

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