Cotidiano

Você é classe média? Veja quanto é preciso ganhar para estar em cada classe no Brasil

Um novo estudo da FGV Social, coordenado pelo economista Marcelo Neri, atualizou os critérios que definem as classes sociais no Brasil em 2024

Ana Clara Durazzo

Publicado em 27/01/2026 às 15:20

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A pesquisa 'Evolução das Classes Econômicas Brasileiras' mostra que o país vive um momento de mobilidade histórica, com 17,4 milhões de pessoas subindo de nível nos últimos dois anos / ImageFX

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Você já se perguntou em qual degrau da pirâmide econômica brasileira você realmente está? Um novo estudo da FGV Social, coordenado pelo economista Marcelo Neri, atualizou os critérios que definem as classes sociais no Brasil em 2024.

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A pesquisa 'Evolução das Classes Econômicas Brasileiras' mostra que o país vive um momento de mobilidade histórica, com 17,4 milhões de pessoas subindo de nível nos últimos dois anos.

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O novo 'corte' da renda: onde você se encaixa?

Diferente de outros indicadores, a FGV utiliza a renda domiciliar total (a soma do ganho de todos os moradores da casa) como referência. Confira os valores atualizados para 2024:

  • Classe A: Renda mensal acima de R$ 14.191

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  • Classe B: Renda mensal entre R$ 10.885 e R$ 14.191

  • Classe C (Classe Média): Renda mensal entre R$ 2.525 e R$ 10.885

  • Classe D: Renda mensal entre R$ 1.580 e R$ 2.525

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  • Classe E: Renda mensal até R$ 1.580

A 'Classe C' é o coração do Brasil

Os dados impressionam: hoje, 60,9% da população pertence à Classe C. Somada às classes A e B, o grupo chamado de 'classe média ampliada' (ABC) já representa quase 80% dos brasileiros. É o maior nível registrado desde o início da série histórica em 1976.

Por que a conta é feita 'por pessoa'?

A FGV destaca que o tamanho das famílias brasileiras está diminuindo. Por isso, o cálculo mais preciso é a renda per capita (renda total dividida pelo número de moradores). Isso evita que uma família grande com renda alta pareça 'rica', sendo que o custo de vida por integrante é elevado.

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Fatores que impulsionam a subida de classe

Não é apenas sorte. O estudo aponta que três pilares foram fundamentais para essa migração recente:

  1. Escolaridade: O ensino superior continua sendo o maior 'elevador' social.

  2. Mercado de Trabalho: A recuperação da renda real e a queda do desemprego.

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  3. Localização: Sul e Sudeste ainda concentram as maiores faixas de renda, enquanto Norte e Nordeste lutam contra uma presença maior das classes D e E.

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