Criado na França em 1886, o design clássico esconde uma representação simbólica do tempo que você nunca percebeu. / Reprodução/Freepik
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Presente na infância de gerações de brasileiros, seja triturado no leite ou como base de sobremesas, o biscoito maizena guarda uma história cheia de simbolismo. Seu nome original, Petit-Beurre (“pequena manteiga”, em francês), foi criado em 1886 pela empresa LU, em Nantes, na França.
O formato clássico do biscoito funciona como uma representação do tempo: as quatro “orelhas” nos cantos simbolizam as estações do ano, os 52 dentes nas bordas remetem às semanas do ano, os 24 furos na superfície correspondem às horas do dia e até a embalagem tradicional com 24 unidades reforça essa ideia.
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Esse design atravessou décadas e se tornou uma marca visual e cultural inconfundível.
A história da LU começa no século XIX, quando Louis Lefèvre vendia biscoitos importados da Inglaterra e decidiu passar a produzi-los na França.
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A fábrica fundada por ele em Nantes foi a primeira do país dedicada à biscoteria. Em homenagem à esposa, Isabelle Utile, surgiu a sigla LU, que até hoje aparece gravada em cada biscoito.
O sucesso foi tão grande que o formato e a receita acabaram sendo copiados em vários países, levando ao registro oficial, em 1988, do “Véritable Petit Beurre”, numa tentativa de proteger a identidade original.
Mais do que um simples acompanhamento para o café, o biscoito maizena consolidou-se como um ícone cultural e um ingrediente básico de receitas como tortas geladas e cheesecakes.
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Com sabor neutro e textura quebradiça, resultado da combinação de farinha de trigo, açúcar, manteiga e amido de milho, ele atravessou gerações.
Assim, ao pegar um biscoito maizena, é possível enxergar não apenas um lanche simples, mas um pedaço da história da alimentação que transforma horas, semanas e estações em um dos formatos mais reconhecidos do mundo.