Cotidiano
Um dos episódios citados envolve a agressão a um animal. Ao ouvir os gritos de dor, um morador da Rua Alfredo Albertini tentou intervir, mas acabou sendo seguida e ameaçada
Caso aconteceu no Marapé / Reprodução
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O desejo de chegar em casa rápido, em segurança e em busca de um merecido descanso é comum à maioria das pessoas. No entanto, para os moradores da Rua Alfredo Albertini, no bairro do Marapé, em Santos, a realidade está longe do ideal.
Em relatos enviados de forma totalmente sigilosa à reportagem do Diário do Litoral, os residentes afirmam que o trecho vive dias difíceis devido a atitudes violentas de pessoas em situação de rua que se estabeleceram no local.
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Um dos episódios citados envolve a agressão a um animal. Ao ouvir os gritos de dor de um cachorro, um morador da Rua Alfredo Albertini tentou intervir, mas acabou sendo seguido e ameaçado.
Segundo os relatos, os problemas são diversos: tumultos, brigas, ameaças, xingamentos e até tentativas de controlar a intensidade dos faróis dos veículos que trafegam pela via.
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Em busca de ajuda, a população entrou em contato com órgãos públicos e autoridades de segurança, como a Ouvidoria, a Prefeitura Municipal de Santos e a Guarda Civil Municipal (GCM).
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No entanto, de acordo com os moradores, nenhuma medida eficaz foi adotada até o momento. “A gente tentou contato com todo mundo. Os órgãos informam que não há muito o que pode ser feito, porque eles precisam sair daqui por conta própria”, relata uma das fontes.
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Além dos depoimentos, a fonte ouvida pelo Diário do Litoral também encaminhou registros feitos por câmeras de segurança dos imóveis da região.
Nos vídeos, é possível perceber o clima de ameaças e as confusões que fazem parte do cotidiano dos moradores. “Não queremos sair na porta de nossas casas e ser abordadas por eles, nem receber visitas que também acabam sendo abordadas. Parar o carro e ouvir ordens para abaixar o farol, passar pela rua e ver eles agredindo um animal sem poder fazer nada, porque vêm atrás da gente. Ficar até tarde ouvindo rádio alto, bebedeira, xingamentos, brigas e assim por diante”, desabafa a moradora.
Procurada, a Prefeitura de Santos informa que a Secretaria de Desenvolvimento Social atua de forma permanente no acompanhamento e atendimento de pessoas em situação de rua, por meio das equipes de abordagem social, com foco na proteção de direitos, acolhimento e encaminhamentos à rede socioassistencial do município.
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Situações que envolvam risco à integridade de moradores, transtornos à ordem pública, agressões ou conflitos devem ser comunicadas imediatamente aos órgãos de segurança, como a Polícia Militar (190) ou a Guarda Civil Municipal (153).
As demandas relacionadas à abordagem social também podem ser registradas pelo telefone 153, que direciona os chamados para avaliação e providências cabíveis pelas equipes responsáveis.
A Prefeitura reforça que o enfrentamento dessa realidade exige atuação integrada, sempre com responsabilidade, respeito e atenção às comunidades envolvidas. Também foi destacada uma equipe da Guarda Civil Municipal para obter informações sobre a ocorrência.
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