O bairro Cota 400, localizado em plena Serra do Mar, no litoral de São Paulo, ficou conhecido como a “Vila Fantasma”.
A título de curiosidade, seu nome faz referência aos 400 metros de altitude em relação ao nível do mar onde o núcleo está situado.
Se antes o local abrigava milhares de pessoas, hoje a vegetação e a paisagem natural dominam a área, que vive em estado de abandono.
O Governo do Estado construiu o núcleo durante as obras das rodovias Anchieta e Imigrantes. Assim, o local passou a servir de moradia para os trabalhadores responsáveis pela construção e manutenção das estradas.
No entanto, há cinco anos, a realidade da comunidade mudou completamente. Por causa da necessidade de preservar o meio ambiente e do alto risco de deslizamentos, o poder público removeu a maior parte dos moradores.
Atualmente, apenas cinco famílias permanecem no local. No auge de sua ocupação, a Cota 400 chegou a abrigar cerca de 230 famílias.
O núcleo está inserido em uma área de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais ameaçados.
Após a retirada dos moradores, equipes demoliram muitas casas. Outras construções permaneceram de pé e, com o passar dos anos, a vegetação tomou conta dos imóveis, reforçando o aspecto de cidade fantasma.
Em dias de céu aberto, moradores e visitantes conseguem observar trechos da Baixada Santista a partir dos pontos mais elevados da comunidade.
A região registra altos índices de chuva ao longo do ano, fator que aumenta o risco de deslizamentos de terra e motivou a remoção dos moradores.
Com o avanço da natureza, animais silvestres passaram a ocupar espaços antes utilizados pela população, reforçando o cenário de abandono que marca a antiga vila.
É possível visitar a vila fantasma?
É possível visitar a Cota 400, mas o local não é um ponto turístico oficial e exige muitos cuidados por parte dos visitantes.
Dessa forma, algumas pessoas conseguem chegar à antiga vila por trilhas e acessos utilizados por antigos moradores. Como já mencionado, a entrada pode envolver restrições ambientais, riscos à segurança e trechos sem infraestrutura adequada.
Além disso, partes da região estão inseridas no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar, onde determinadas áreas possuem regras específicas de acesso.
