VÍDEO: Monitor ambiental filma pegadas de onça graúda na Juréia

O registro foi feito pelo monitor ambiental Guigo, enquanto conduzia um grupo pela unidade de conservação. Durante a atividade, ele percebeu as marcas na areia logo após a travessia de um riacho e decidiu registrar as imagens

O biólogo destacou que a região da Juréia-Itatins é um dos principais redutos de áreas naturais preservadas do Estado de São Paulo

O biólogo destacou que a região da Juréia-Itatins é um dos principais redutos de áreas naturais preservadas do Estado de São Paulo | Guigo

Diversas pegadas de onça foram filmadas em uma área do Parque Estadual do Itinguçu, unidade que integra o Mosaico de Unidades de Conservação da Juréia-Itatins, no litoral sul de São Paulo. Especialistas apontam que os vestígios são compatíveis com os de um felino silvestre, possivelmente uma onça-parda (Puma concolor).

O registro foi feito pelo monitor ambiental Guigo, enquanto conduzia um grupo pela unidade de conservação. Durante a atividade, ele percebeu as marcas na areia logo após a travessia de um riacho e decidiu registrar as imagens.

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“Eu estava trabalhando com um grupo e, durante uma caminhada, flagrei as pegadas após um riacho. Fiquei muito feliz e empolgado com o achado”, relatou.

Veja o vídeo

Segundo Ed Ventura, biólogo e responsável pelo projeto Felinos da Juréia, do Instituto Bioventura, as características das pegadas indicam que se trata de um felino selvagem, com grande probabilidade de ser uma onça-parda.

“A Mata Atlântica abriga uma biodiversidade riquíssima, muitas vezes invisível aos nossos olhos e a Juréia-Itatins apresenta uma ocorrência significativa de onças-pardas, embora os encontros diretos sejam raros”, explicou.

O biólogo destacou que a região da Juréia-Itatins é um dos principais redutos de áreas naturais preservadas do Estado de São Paulo e que registros como esse reforçam a importância da conservação ambiental.

Sobre a espécie, ele lembrou que a onça-parda é o segundo maior felino da fauna brasileira e ocorre em praticamente todos os biomas do país. A espécie possui grande capacidade de adaptação a ambientes antropizados, o que explica registros ocasionais próximos a áreas urbanas.

Por conta disso, afirmou não ter ficado surpreso com o registro. “A espécie ocorre com certa abundância na região. As pegadas indicam que esse indivíduo vive em seu habitat natural, distante de centros urbanos”.

Outro ponto que chamou a atenção foi o fato das pegadas terem sido encontradas na areia da praia, um ambiente aberto, geralmente evitado por felinos, que costumam ser mais furtivos.

“Na maioria das vezes, você não vê os animais na floresta, mas pode ter certeza de que eles estão lá, observando você”, finalizou.