Viaduto do Casqueiro, em Cubatão, tem nova data de entrega

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem, chuvas atrapalharam execução de serviços finais e entrega é adiada para a primeira quinzena deste mês

Comentar
Compartilhar
02 JUN 2016Por Diário do Litoral10h50
A nova previsão é de que o equipamento seja entregue na primeira quinzena deste mêsA nova previsão é de que o equipamento seja entregue na primeira quinzena deste mêsFoto: Arquivo/DL

Mais uma vez, o Governo do Estado adia a entrega do Viaduto Rubens Paiva, em Cubatão. Desta vez, a previsão é de que o equipamento seja entregue na primeira quinzena deste mês. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), “em função das chuvas intensas das últimas semanas alguns serviços não puderam ser realizados”.

Quem passa pelo local pode perceber que não falta tanto para a finalização da obra. O DER confirma: “estão em fase final de conclusão os serviços de sinalização, implantação de elementos de segurança e recuperação do pavimento de alguns acessos”. Mesmo assim, o Estado não conseguiu cumprir o último prazo: até o final de maio.

Este ano, a cada mês que passa, o DER estipula um novo prazo de entrega. Em março, por exemplo, conforme matéria publicada pelo Diário do Litoral, a obra já estava com 96% dos serviços finalizados. No entanto, segundo o Departamento, a chuva também atrapalhou. “A prorrogação no prazo de entrega foi necessária em função das fortes chuvas que atingiram a região, impedindo a realização de alguns serviços”, respondeu o DER na época.

A data atual é a décima primeira prevista pelo Departamento para entrega do viaduto, que já havia informado que iria concluir a construção em julho de 2014; depois, dezembro de 2014; mais tarde, março de 2015; após uma paralisação de seis meses, pulou para novembro de 2015; depois, janeiro de 2016; seguindo com um prazo por mês até chegar ao prazo de junho.

Polêmica

Mesmo com a obra praticamente finalizada, a Prefeitura de Cubatão se mostrou insatisfeita com as intervenções feitas no novo equipamento. Principalmente no que se refere aos novos acessos implantados pelo DER.

No início do mês passado, algumas questões levantadas sobre o traçado viário das entradas e saídas do novo viaduto foram esclarecidas durante reunião realizada na Secretaria Municipal de Obras.

De acordo com o engenheiro Orlando Morgado Júnior, do DER, o traçado do novo viaduto segue o projeto aprovado na terceira reunião pública, realizada no dia 29 de abril de 2013, que teve participação de representantes da Prefeitura, do DER e de moradores do Jardim Casqueiro.

Na oportunidade, Júnior explicou que o único ponto que sofreu alteração foi na alça esquerda de saída do novo viaduto. Ali, por conta da existência de uma adutora da Sabesp, segundo ele, não foi possível estender a via para possibilitar o acesso direto de veículos à Pista Norte da Rodovia Anchieta.

Nesse trecho, ficará permitido apenas o acesso à Interligação do Sistema Anchieta - Imigrantes. É que neste local se formaria um cruzamento de tráfegos que poderia ocasionar acidentes, segundo estudo realizado pela Ecovias. “Por isso, optamos por colocar o ‘segregador New Jersey’ para direcionar o tráfego do viaduto ao acesso direto à via de Interligação com a Imigrantes”, explicou lembrando que os veículos que trafegarem pela Pista Norte da Rodovia Anchieta poderão acessar a Interligação ou se direcionar ao Jardim Casqueiro, da mesma forma que já acontece atualmente.

Outro ponto questionado na reunião foi o novo acesso à Pista Sul da Rodovia Anchieta que está sendo aberto na Via Marginal Sul, defronte à Rua Júlio Cunha. Segundo o engenheiro do DER, o acesso atende a uma solicitação da Ecovias, que realizou estudos de tráfego que apontaram a necessidade dessa alteração viária.

Com a construção desse acesso, os motoristas que trafegarem pela Rua Júlio Cunha só poderão acessar a Via Marginal Sul, não sendo mais permitida a entrada na Rodovia Anchieta naquele local.

Questionado pela Reportagem do Diário do Litoral sobre possíveis alterações no projeto, o DER garantiu irá – juntamente com a Ecovias, concessionária que administra o trecho - monitorar, após a abertura definitiva do novo viaduto, a fluidez do tráfego e, só então, definirão a necessidade ou não de novas medidas operacionais.