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Cotidiano

Veterinário de Santos alerta para alimentos comuns que podem até matar seu cachorro

Muitas pessoas acreditam se tratar de produtos inofensivos, mas os riscos aos cães são muito altos

Jeferson Marques

Publicado em 31/01/2023 às 18:01

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Não dê nenhum alimento ou petisco ao seu cão sem consultar o médico veterinário antes / Foto de Nataliya Vaitkevich/Pexels

Você está no sofá, assistindo a uma série ou filme, comendo guloseimas e percebe o rabinho do seu cachorro abanando enquanto ele te olha com aquela carinha de pidão. Aí você, já com o coração derretido, dá um pedacinho do chocolate ou de outra coisa para ele, sem saber que, aquilo, pode levar seu bichinho de estimação a sofrer consequências graves. E, muitas delas, até mesmo letais. 

Felipe Loyo, médico veterinário de Santos, conversou com a Reportagem e citou alguns alimentos comuns que podem causar problemas muito sérios aos nossos amigos de quatro patas, dentre eles o próprio chocolate, uva e uva passa, gomas de mascar, cha e café. 

Chocolate

Loyo diz que as causas de intoxicação alimentar nos cães por conta de alimentos comuns é uma das causas frequentes de visita ao veterinário. Segundo ele, o chocolate, tão amado por milhares de pessoas, pode trazer muito sofrimento aos cães.

"A teobromina e a cafeína, encontradas no cacau, são muito tóxicas aos cachorros. Dependendo do peso e da quantidade ingerida, elas podem provocar certo estímulo cerebral muito acentuado, vômito, diarréia, falta de ar e, inclusive, arritmas, que podem ter consequências fatais", explica o veterinário.

Gomas de mascar/Xilitol

Ingrediente facilmente encontrado em gomas de mascar, chicletes, balas e pães, o xilitol causa efeitos colaterais poucos minutos após a sua ingestão, que vão desde fraqueza, vômito e depressão até quadros de resistência à insulina, com outros sintomas associados.

"Apesar de não ser uma substância tão agressiva, mais uma vez, dependendo da quantidade ingerida e do peso do animal, pode necessitar de suporte hospitalar de emergência. Frutas como as ameixas e o morango também carregam o xilitol em suas composições natuais", lembra Loyo.

Cebola e alho

Temperos muito utilizados no preparo de diversos pratos, como o arroz, tanto a cebola quanto o alho podem desencadear intoxicação em cães. Sejam crus, desidratados ou cozidos, estes dois ingredientes podem causar desde fraqueza a dores abdominais. E, o mais grave: podem matar.

"A cebola e o alho (mais a cebola), além de terem efeitos colaterais importantes nos cães, podem destruir os glóbulos vermelhos do sangue, levando a quadros de oxidação celular muito graves que, se não tratados a tempo, evoluem para o óbito do animal", alerta.

Uva e uva-passa

Aparentemente inofensivas, tanto a uva quanto a uva-passa podem causar insuficiência renal aguda ou crônica nos cachorros.

Ainda não se sabe exatamente qual substância é a responsável por essa toxicidade no organismo canino, mas os sintomas dela vão desde vômito, dores abdominais e diarréia até consequências renais gravíssimas.

"Outro alimento tido como inofensivo para humanos, mas que pode levar um cão à morte. Aqui, após cerca de seis horas da ingestão da fruta, os animais já passam a sentir fraqueza, diarréia intensa e desidratação. Se não é dado o suporte de emergência necessário pelo médico veterinário, muitos evoluem para insuficiência renal", explica Loyo.

Bebidas alcoólicas

Pode parecer um absurdo pensar em um ser humano que dê cerveja, vinho ou outros tipos de bebibas com álcool em sua composição para seus cachorros. Porém, na era da internet e das redes sociais, onde ter cliques e curtidas é mais importante do que a própria sanidade, já nos deparamos com esse tipo de vídeo circulando por aí. Entretanto, os bichindos correm sérios riscos de vida ao ingerir isso.

"O álcool é composto por etanol, que pode causar danos ao sistema nervoso central do cão, assim como a diminuição da frequência respiratória e, como consequência, a morte. Nestes casos procurar a emergência médica é fundamental, já que a evolução negativa do quadro pode ser rápida", reforça o veterinário.

Caso o seu animal tenha "roubado" algum alimento que não é da dieta e alimentação diária dele, o mais importante, segundo Loyo, é não aguardar se ele terá ou não sintomas e procurar o médico veterinário da sua confiança.

"Nada de ficar esperando o que vai acontecer. Consulte o médico veterinário na sequência e fale o que o seu cãozinho ingeriu. Somente este profissional detém o conhecimento necessário de como proceder nestes casos e, assim, conduzir o tratamento do seu pet da melhor forma possível. E nada de recorrer a receitas caseiras. O tempo, muitas vezes, também faz diferença no agravamento dos quadros de intoxicação alimentar canina", finaliza.

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