Vereadores vão denunciar escolas com infiltrações ao Ministério Público

Goteiras em salas de aulas, refeitórios e quadras poliesportivas. Tetos mofados e alunos sem lugar para ter aulas

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21 MAR 201116h48

Goteiras em salas de aulas, refeitórios e quadras poliesportivas. Tetos mofados e alunos sem lugar para ter aulas. Estes foram alguns problemas encontrados pelos vereadores Geraldo Guedes (PR) e Severino Tarcício da Silva (PDT), o Dóda, durante visita a algumas unidades escolares municipais, na manhã de ontem. As denúncias de irregularidades em escolas que passaram por reformas recentemente serão encaminhadas ao Ministério Público.

No primeiro local visitado, a Unidade Municipal de Educação (UME) José Maria de Lorena, na Vila Nova, os vereadores encontraram vazamento em diversas salas. A unidade passou por reforma recentemente. "As goteiras não se restringem às salas de aula, mas também estão em corredores e banheiros, que têm baldes espalhados pelo chão", disse Dóda. 

O vereador Geraldo Guedes reclamou do material utilizado pela Prefeitura. "Este material é de 18ª qualidade, é uma porcaria", afirmou. Das 12 salas de aula da escola, 10 estão com vazamento, mesmo após a troca do telhado. "Isso não é reforma, é uma forma de gastar dinheiro sem critério", completou. 

Os vereadores também fizeram críticas ao playground, recém instalado. "Ele está em local inadequado, na lama. Não há como as crianças brincarem aqui", afirmou Dóda.

Os parlamentares foram ainda à UME Martin Afonso de Souza, no Bolsão 8, onde também há problemas mesmo após a reforma. Servidores da escola informaram a eles que, no local, os principais problemas são relacionados à ligação de energia elétrica. Os novos holofotes da quadra poliesportiva não acendem e, portanto, a quadra não pode ser utilizada durante a noite. Os aparelhos de ar-condicionado instalados nas salas de aula também não podem ser usados, pois ainda não foi feita a ligação elétrica.

Na UME Padre José de Anchieta, no bairro Costa e Silva, mais problemas de vazamento foram encontrados. Eles apuraram que uma das salas de aula do 2º andar não pode sequer ser utilizada, porque fica alagada devido a muitos vazamentos, do teto e das lâmpadas. "Os alunos têm de ter aula na sala de vídeo ou na sala de informática, mas os locais são improvisados e não têm carteiras adequadas", disse Dóda.

Além dos vazamentos na escola recém-reformada, cujo telhado foi inteiro trocado segundo informações de servidores da unidade escolar, muitas salas têm janelas com vidros quebrados. "Além do perigo aos alunos, isso causa um grande gasto de energia elétrica, pois o ar-condicionado fica ligado, mas há entrada do ar de fora pelos vidros quebrados", completou Geraldo, que ainda completou: "Esta administração está destruindo tudo", disse Geraldo.

Dóda completou: "Olhando isso aqui até dói, porque é para estas reformas que o dinheiro do contribuinte está indo". A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cubatão foi procurada pela reportagem do DL para se posicionar sobre o caso, mas não se pronunciou até o fechamento desta edição.