Nove vereadores não seguirão na Câmara de Santos na próxima legislatura, por motivos diversos. Parte não foi reeleita, já outros buscaram cargos no Executivo e um decidiu não concorrer mais ao pleito.
Na sessão da última segunda-feira (3), a primeira após o pleito do dia 2 de outubro, o Diário do Litoral questionou os parlamentares sobre o balanço dos trabalhos realizados nesta legislatura (2013/2016).
José Lascane (PSDB) desistiu de concorrer neste ano. Após sete mandatos no Legislativo, o parlamentar deixará a Casa. Ele avaliou essa última passagem como satisfatória.
“Nos dois primeiros anos fui líder do governo e todos os encaminhamentos que fiz, que defendi com argumentos sólidos foram aprovados. Nesse segundo biênio, mesmo tendo tomado a decisão que ía parar, não diminui nem o ritmo e nem a intensidade. Como eu não coloquei o meu nome para avaliação nas urnas, eu só tenho a minha opinião. Eu acho que tive um bom desempenho”.
Igor Martins de Melo (PSB) buscou a reeleição, mas não obteve o mesmo êxito de 2012. Ele crê que a polêmica do Uber possa ter prejudicado o seu desempenho nas urnas.
“Ajudamos muita gente. Conseguimos colocar várias leis que o prefeito homologou. Leis em defesa da mulher, de cidadania. Conseguimos fazer um mandato dentro de uma certa coerência. Com transparência, com retidão, com dignidade. Pecamos em alguns aspectos, pela própria inexperiência da gente, por um tema muito polêmico que foi o Uber, que acabou me tirando um pouco da força eleitoral. Mas em termos de balanço foi positivo”.
Assim como Igor, Douglas Gonçalves (DEM) também buscou a reeleição. Ele destacou os trabalhos realizados durante o mandato.
“Me sinto tranquilo porque sei que colaborei com a cidade em vários projetos e requerimentos apresentados, e no principal papel do vereador que é fiscalizar o do Executivo. Auxiliei na construção de projetos habitacionais, o Santos Novos Tempos, a entrada da cidade. Aspectos que julgo importantes. Continuo meu trabalho como radialista, jornalista e preocupado com a cidade de Santos”.
Evaldo Stanislau (Rede) esteve no pleito como candidato a vice-prefeito. Ele disse estar honrado pela passagem pela Câmara.
“Foi uma honra. O mandato teve uma série de ações visíveis, importantes para a coletividade. Nós presidimos a Comissão da Verdade, presidi a Comissão da Saúde, aprovei uma série de leis que são verdadeiramente benéficas para a população e fui um fiscal implacável, como a principal função de um vereador, de uma administração que lamentavelmente teve muito a ser fiscalizada”.
Jorge Vieira da Silva Filho, o Carabina (PSDB), também não obteve os votos necessários para mais um mandato. Ele destacou o trabalho em prol da comunidade.
“Não saí da Santa Casa. Todo dia levando maçã, pêra e uva para aquelas pessoas que estão enfermas. Fora da Santa Casa, tenho uma escolinha com quase 900 crianças. Ali ninguém paga nada. Ajudei muitas crianças fazendo campeonatos, tirando da rua para a prática de esportes. Meu trabalho foi em prol da comunidade e ajudando o povo”.
Marcelo Del Bosco (PPS) concorreu ao cargo de prefeito em 2016. Ele destacou a convivência com a população.
“Nós fazemos o mandato participativo. Fora isso, também o gabinete móvel. Então, você vai aprendendo a cada dia. Trazemos aqui os projetos que a população quer e esses projetos viram lei. Isso é um aprendizado tremendo. Estou terminando o terceiro mandato, isso é uma experiência muito grande”.
Sandoval Soares (PSDB) foi eleito como vice-prefeito, na chapa encabeçada por Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Ele destacou o trabalho social.
“Deixamos aqui o projeto da Câmara Jovem. São 21 vereadores jovens aqui na Casa fazendo papel de cidadania na política. Projeto de escotismo na escola que será implantado agora. A Cultura Caiçara que vai partir para o quarto ano com muito sucesso. E tantos outros projetos de formação humana. Me sinto muito feliz por isso”.
A Reportagem tentou falar com o vereador Murilo Barlleta (PR), que via assessoria, pediu desculpas e disse que não conseguiria realizar uma análise naquele momento. Já Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB) não estava presente na sessão.
