Vereadores debatem situação do SAMU de Santos

A questão foi debatida devido a um requerimento apresentado pelo vereador Rui de Rosis (PMDB), que abordou a falta de insumos nas ambulâncias do serviço

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16 MAI 2017Por Diário do Litoral08h00
Situação do SAMU de Santos foi tema de ampla discussão durante a sessão de ontem, na CâmaraSituação do SAMU de Santos foi tema de ampla discussão durante a sessão de ontem, na CâmaraFoto: Matheus Tagé/DL

A situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santos foi tema de ampla discussão durante a sessão de ontem, na Câmara Municipal. A questão foi abordada devido a um requerimento apresentado pelo vereador Rui de Rosis (PMDB), que questionou a falta de insumos nas ambulâncias do serviço.
No entanto, o que guiou a discussão foi os problemas com o atendimento do SAMU, principalmente devido a falta de viaturas.

“Encontrei com o motorista e ele me falou que não tinha material para atender quando era chamado. Ele disse que há um grande sucateamento de todas as vans. Conversando com ele, ele falava sobre o valor de uma van pelo município e uma alugada. A diferença é muito grande, mas a necessidade é emergencial. Precisa trazer vans. Em Santos, parece que tem quatro funcionando. A necessidade é urgente”, disse Rui de Rosis.

Chico Nogueira (PT) pediu para acrescenta um questionamento ao requerimento sobre a possibilidade de reparo em ambulâncias que estão nas oficinas.

“Às vezes são pequenos reparos e, de repente, você consegue melhorar essa questão. Tem que observar qual é o tipo de reparo. O aluguel da ambulância é caro para a cidade. Se a gente conseguir reparar as ambulâncias paradas, podemos agilizar e ter mais ambulâncias para a população”, comentou o petista.

Segundo a vereadora Audrey Kleys (PP), o secretário de Saúde, Fábio Ferraz, informou que existem 18 ambulâncias, sendo que quatro precisam trocar o motor e outras oito estão na oficina por motivos diversos.

Geonísio Aguiar, o Boquinha (PSDB), também abordou a chance de reparo de viaturas que pertencem à Cidade.

“Hoje tem uma discussão que locar carros fica mais barato. No caso da Saúde eu acho que não. Tem que abrir licitações de peças, de compras. Desde o mandato anterior, eu não vejo como não dá para justificar uma compra emergencial para colocar uma ambulância funcionando”, falou Boquinha.

Já Bruno Orlandi (PSDB) defendeu a locação de ambulâncias, como é realizado atualmente pela Prefeitura.
O tucano também disse que a inclusão de um motorista encarece o contrato e, por isso, propôs realizar a atividade do Corpo de Bombeiros.

“Os bombeiros são profissionais treinados, que podem não só dirigir a viatura, como serem socorristas. Eles recebem um valor bom, complementa o salário mas,mais do que isso, eles atendem bem a população”, analisou Orlandi.