Cotidiano
Comissão Especial de Inquérito (CEI) aponta enchentes, congestionamentos e pressão na saúde e anuncia audiência pública aberta à população
Mais de 400 pessoas envolvidas em acidentes nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes foram atendidas no Pronto-Socorro Central / Reprodução/Ecovias
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A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura os impactos da atuação da Ecovias em Cubatão realizou, na última quinta-feira (5), uma reunião para cobrar melhorias da concessionária e apresentar demandas da população.
O encontro foi conduzido pelo vereador Marcinho (PSB), presidente da comissão, e teve como foco problemas recorrentes de mobilidade urbana, sobrecarga do sistema municipal de saúde, obstrução de vias públicas e efeitos socioambientais ligados às obras da Terceira Pista da Rodovia dos Imigrantes, que atravessará o município em direção ao Porto de Santos.
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Participaram da reunião representantes da Ecovias, além de vereadores membros da CEI e o presidente da Câmara. Os parlamentares apresentaram à concessionária relatos colhidos ao longo dos trabalhos da comissão, incluindo demandas de lideranças comunitárias e de órgãos públicos.
Segundo Marcinho, Cubatão sofre de forma constante e desproporcional com enchentes e bloqueios de acesso aos bairros, o que prejudica a mobilidade e impacta diretamente a rede de saúde.
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De acordo com dados apresentados na reunião, mais de 400 pessoas envolvidas em acidentes nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes foram atendidas no Pronto-Socorro Central nos últimos dois anos, contribuindo para a superlotação da unidade. “Antes de discutir a Terceira Pista, precisamos resolver os problemas que já afetam a cidade”, afirmou.
Representantes da Ecovias destacaram que a obrigação contratual da concessionária se limita ao atendimento pré-hospitalar, mas sinalizaram abertura ao diálogo para avaliar parcerias e projetos sociais que possam minimizar os impactos ao município.
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Outro ponto levantado foi o prejuízo econômico causado pelos congestionamentos frequentes. Informações do CIDE-CIESP indicam impactos diretos à atividade produtiva local, com atrasos no deslocamento de trabalhadores, risco de demissões e comprometimento do fluxo de matérias-primas e da produção industrial.
Os vereadores também apontaram alagamentos recorrentes em bairros como Vila Esperança, Vale Verde, Jardim Casqueiro, Vila São José, Parque São Luís e Ilha Caraguatá. As ocorrências foram atribuídas à insuficiência do sistema de drenagem, à falta de limpeza adequada dos canais e ao escoamento das águas pluviais das rodovias para áreas residenciais.
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A concessionária informou que a limpeza segue cronograma contratual, mas defendeu a necessidade de vistorias técnicas e soluções estruturais de macrodrenagem em parceria com o município e o Governo do Estado.
A CEI ainda destacou problemas estruturais em regiões como Fabril e Vila São José, onde acidentes nas rodovias podem paralisar o trânsito da cidade, além de falhas na iluminação de passarelas e dificuldades de comunicação entre a Câmara e a concessionária.
A próxima reunião da comissão está marcada para o dia 19 de fevereiro, com a participação de secretários municipais. Também foi anunciada uma audiência pública no dia 11 de fevereiro, às 18h, na Câmara Municipal, aberta à população, para discutir os impactos da Ecovias em Cubatão.
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