Vereadores aprovam mudanças na gestão de resíduos sólidos

Alterações visam adequar leis municipais a Política Nacional de Saneamento Básico e incorporação de associações na coleta seletiva

A Câmara de Santos aprovou ontem, em segunda discussão, o Projeto de Lei Complementar 8/2016, que disciplina o gerenciamento dos resíduos sólidos.

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O projeto é de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB). Em sua justificativa, o parlamentar visa atualizar a legislação municipal para que ela esteja adequada a Lei Federal 11.445/2007, que estabelece as diretrizes para a Política Nacional de Saneamento Básico.

A iniciativa também busca estabelecer regras para o desenvolvimento da atividade de coleta, transporte, triagem, armazenamento e comercialização dos resíduos secos recicláveis.

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Além disso, a alteração também quer melhorar os índices de reciclagem no município, incorporando cooperativas, ONG’s e associações de catadores na rotina do serviço público de coleta seletiva.

Segundo Furtado, nos últimos cinco anos, a coleta seletiva de resíduos recicláveis secos apresentou uma taxa média  de 5,47% de resíduos secos recicláveis recolhidos em consideração a massa de resíduos recicláveis coletados junto com o resíduo orgânico. Já os catadores avulsos e cooperativas coletam cerca de 3%. O vereador apresentou dados que estimam que o potencial de coleta de resíduos recicláveis é de aproximadamente 48,08%.

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O parlamentar alertou para a necessidade de se regulamentar a ­situação. Ele apresentou 11 emendas, feitas em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), a maioria ligadas a questões redacionais.

“Precisamos regulamentar. Estamos há muito tempo sem regulamentação nenhuma. A gente não pode esperar mais. O problema relacionados com os resíduos sólidos, secos, precisa ser agilizado o mais rápido possível”.

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Líder do governo, Sadao Nakai (PSDB) elogiou a proposta. O tucano acredita que as alterações podem criar uma nova cultura na cidade.

“Temos que ter a legislação instituída. Acho que a partir da regulamentação, que vai vir com esse projeto de lei complementar, irá começar a criar essa cultura dentro da cidade. Essa legislação está atrasada há seis anos. Em 2010 foi instituída a Politica Nacional de Destinação de Resíduos Sólidos”.

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O vereador também falou sobre a importância de trabalhar a coleta seletiva e acrescentou que o projeto de lei irá dar condições para a Seman implantar o ­sistema.

“A importância da gente aprovar a legislação, mesmo que ela possa ter algumas imperfeições, mas no seu conteúdo geral ela dará condições a Secretaria Municipal de Meio Ambiente implantar um sistema que tanta gente apela para que haja a discussão”.

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Nakai também destacou que a proposta trata de forma mais justa a responsabilidade pela produção do lixo.

“É a definição de responsabilidade de quem produz o lixo. Dos grandes geradores, que acabam gerando um volume que tá sendo pago pelo contribuinte comum. Acredito que a gente deva ter responsabilidade na geração. Certamente, vai criar um novo comportamento para que cada cidadão tenha mais consciência no processo de produção de lixo”.

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As emendas apresentadas por Benedito Furtado ainda serão analisadas pelas comissões, mas sem prejudicar o projeto aprovado pela Câmara. O autor do projeto fez um apelo para que as comissões agilizem a análise das emendas para que a proposta volte à Casa para ser aprovada em redação final.

Após isso, o projeto segue para sanção do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).