Uma suposta falta de manutenção do Orquidário está fazendo com que o vereador Ademir Pestana (PSDB) solicite que a Administração deixe de cobrar ingresso até que o atrativo turístico esteja em condições condizentes ao que se cobra na entrada: R$ 8,00.
Relatos encaminhados ao Gabinete do vereador dariam conta de proliferação de ratazanas que se alimentam na gaiola das araras e dos papagaios. Os roedores também circulam em outros espaços do parque.
“Não dá para continuar deste forma. Queremos melhorias, inclusive no entorno do equipamento no que se refere à segurança. Se continuar deste forma, é melhor não cobrar”, afirmou o parlamentar.
A Reportagem esteve ontem no segundo equipamento público mais visitado de Santos e notou que o equipamento não tem tantos problemas de manutenção ao ponto de suspender a cobrança. No entanto, percebeu alguns detalhes que mereciam melhor atenção, como ferragens aparentes nas muretas e gradis do entorno.
Também foi detectada uma plataforma de apoio à limpeza dos canais internos inutilizada; muito limo, falta de gramas e plantas em pontos mais urbanizados; pergolados precisando de reparos e algumas telhas quebradas. Falta pintura de chão e corrimãos das pontes.
Vale lembrar que em abril último, um problema na bomba de ar dizimou o cardume de carpas. Cerca de 50 teriam morrido. O equipamento ficou quebrado por três dias e, como a espécie de peixes é muito sensível, foi fatal. Como em abril, o lago do equipamento também precisa de manutenção.
Contraponto
Em entrevista ontem nas dependências do Orquidário, o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, disse que existe manutenção periódica por conta de recursos do Fundo Municipal de Parques e que todos os apontamentos solucionados.
Ele conta que, recentemente, o telhado do prédio da Educação Ambiental foi substituído, o lago artificial foi recuperado, bem como o viveiro dos pássaros. “Foram investidos mais de meio milhão nos último dois anos em manutenção. Temos apenas às segundas-feiras para faze-la”, salienta.
O secretário lembra que o Orquidário é um equipamento diferenciado e em constante movimento, por isso, a manutenção tem que ser realizada sem causar estresse nos animais e plantas que nela habitam. “Deixou de ser uma espécie de zoológico e se tornou um espaço de convívio e contemplação. São 500 animais além das aves. Até a escolha dos materiais e os equipamentos para utilizá-los passa por aval dos biólogos”, afirma.
Libório conta que todos os bancos e os postes foram trocados e a reforma dos gradis está na programação. “Enfim, tudo que foi apontado já faz parte do processo de licitação, mas sempre colocando a tranquilidade e a saúde dos animais em primeiro lugar”, afirma, ressaltando que o trabalho especial de desratização também foi feito e com sucesso.
Equipamento
Parque zoobotânico que reproduz a Mata Atlântica, o Orquidário conta com cerca de 3.500 orquídeas de 120 espécies, a grande maioria afixada nas árvores. Possui quase 500 animais de 70 espécies, muitos dos quais vivem soltos, a exemplo de cutias, cágados, jabutis, saracuras e pavões. Para completar, atrações como Trilha do Mel, Jardim Sensorial e Viveiro de Visitação Interna, onde as aves chegam a pousar bem perto das pessoas. O Setor de Zoologia do Orquidário é referência no atendimento a animais silvestres e realiza até procedimentos cirúrgicos e hospitalares.
O horário de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas. A bilheteria fecha às 17 horas.
O equipamento possui acessibilidade para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida e não é permitido levar animais, bicicletas, patinete, skate e outros veículos.
Estudantes e professores têm desconto de 50% com apresentação de documento. Crianças entre oito e 12 anos pagam meia também. Menores de oito e maiores de 65 anos não pagam.
