Vereador cobra ação de Paulo Alexandre Barbosa na Hospedaria dos Imigrantes

Benedito Furtado afirma que equipamento foi totalmente abandonado pelo Município e Estado

A situação em que se encontra o prédio e o entorno da Hospedaria dos Imigrantes, mostrada em reportagem publicada no Diário do Litoral, em 21 de fevereiro último, se tornou objeto de requerimento do vereador Benedito Furtado (PSB). Exatos R$ 4,9 milhões investidos até então no edifício praticamente foram perdidos por falta de atenção dos governos estadual e municipal.

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Anexando uma cópia da reportagem em sua iniciativa, Furtado não se conforma com a inércia da Administração Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) para com um dos bairros esquecidos da Cidade, a Vila Mathias. Ele cobra ação permanente de três secretarias – Serviços Públicos, Assistência Social e Segurança Pública – entre as ruas Silva Jardim, Luíza Macuco e Antenor Rocha Leite.

“É preciso limpeza e iluminação, retirar os moradores de rua, abordar meliantes, usuários de drogas, prostitutas e traficantes que se instalaram no local. Também é preciso retirar caixotes e estruturas instaladas no leito carroçável da Antenor Rocha Leite. No entorno da Hospedaria formouse um gueto esquecido. Assaltos, roubos, tráfico de drogas e prostituição ocorrem em função do abandono total por parte do Município e Estado”, aponta o parlamentar.

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Dinheiro pelo ralo

Segundo a assessoria de comunicação do Centro Paula Souza, os R$ 4,9 milhões foram para a elaboração do projeto e em obras de escoramento das alvenarias existentes na Hos-pedaria dos Imigrantes, localizada à Rua Silva Jardim, 95, no Macuco.

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A edificação é o retrato do abandono e o dinheiro gasto saiu do bolso dos contribuintes paulistas.

O imóvel, que pretende abrigar a nova sede da Faculdade de Tecnologia Rubens Lara, não ‘caminhou um passo nesse sentido’ e praticamente vive da promessa de Barbosa, firmada em janeiro do ano passado, em uma grande reunião no salão nobre do Paço Municipal de Santos, envolvendo até o vice-governador Márcio França, dando conta da abertura do edital de licitação para restauro da edificação. O edital está sendo refeito.

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Após o início das obras, a previsão é que os trabalhos tenham duração de cerca de três anos. O orçamento ainda será definido. Porém, a estimativa é que o Estado destine R$ 70 milhões na recuperação do prédio e seu entorno. “Ao analisarmos os fatos, inúmeras dúvidas pairam sobre a efetiva e definitiva conclusão sobre a destinação deste espaço, degradado em função do tempo e das promessas que nunca foram cumpridas”, finaliza Furtado.

Segundo prometido, a área de 14.600 mil metros quadrados abrigaria 28 salas de aula, 21 laboratórios, três salas de apoio e uma de vídeo, auditório com 259 lugares, 18 salas administrativas, entre outros. As obras teriam que ser iniciadas em junho de 2015, mas permanecem paradas, sem prazo de entrega.