Com o litro avaliado em US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,5 milhões), ele se tornou o insumo mais cobiçado por cientistas e pela indústria do luxo / ImageFX
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Esqueça o ouro ou os diamantes. Existe um líquido extraído gota a gota que está movimentando uma fortuna no mercado internacional: o veneno de escorpião. Com o litro avaliado em US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,5 milhões), ele se tornou o insumo mais cobiçado por cientistas e pela indústria do luxo.
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A explicação está na matemática da extração. Para conseguir uma quantidade comercial relevante, são necessários milhares de animais.
Produção minúscula: Cada escorpião libera apenas quantidades ínfimas por vez.
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Risco e precisão: O processo é manual, perigoso e exige laboratórios de alta tecnologia na Turquia, Egito e Nigéria.
Pureza: O líquido precisa ser mantido em condições rigorosas de temperatura para não perder suas propriedades.
O valor não é apenas por excentricidade. O veneno contém proteínas bioativas que são verdadeiras "chaves" biológicas.
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Pesquisas na USP: Estudos brasileiros indicam que componentes do veneno podem atacar células de câncer de mama.
O caso Vidatox: Em Cuba, o veneno já é base para tratamentos com propostas antitumorais.
Promessa terapêutica: Cientistas acreditam que o líquido pode ser a base para a próxima geração de medicamentos contra doenças complexas.
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Não é só a medicina que está de olho. A indústria cosmética de alto padrão descobriu que o veneno possui propriedades regenerativas e bioestimulantes. Séruns e cremes premium que utilizam o insumo prometem um efeito rejuvenescedor que poucos ativos no mundo conseguem replicar.