Vendas de material escolar podem ter queda de 2%, aponta pesquisa

Para 74% dos lojistas, a adaptação das escolas ao ensino híbrido (on-line e presencial) fará com que os materiais escolares não usados sejam reutilizados

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18 JAN 2021Por Gazeta de S. Paulo22h00
Na perspectiva do varejo, 86,7% dos comerciantes relatam que o fim do auxílio emergencial poderá influenciar no percentual de vendas de materiaisFoto: Thought Catalog/Unsplash

Mesmo com o retorno das aulas presenciais previsto para 1º de fevereiro, as vendas de materiais escolares devem cair 2% neste ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP).

“A pandemia trouxe um cenário desafiador para diversos setores do varejo. Esta época do ano é marcada pelo pagamento de despesas, como IPTU e IPVA, que podem influenciar no orçamento dos consumidores. Porém, a compra de material escolar também é um item essencial para a rotina. Acredito que as famílias tentarão equilibrar os gastos”, diz o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Para 74% dos lojistas, a adaptação das escolas ao ensino híbrido (on-line e presencial) fará com que os materiais escolares não usados sejam reutilizados neste ano, resultando em uma queda na procura por novos itens.

Na perspectiva do varejo, 86,7% dos comerciantes relatam que o fim do auxílio emergencial poderá influenciar significativamente no percentual de vendas de materiais. Em contrapartida, 13,3% acreditam que o fim do benefício não trará impactos para as vendas.