Venda de fogos de artifício deve crescer 40%

A expectativa é do comerciante Carlos Alberto de Sá, cuja família está no ramo há 98 anos

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26 FEV 201322h50

Junho é tempo de festejos, quadrilhas e quermesses que culminam com as datas comemorativas de Santo Antonio (13), São João (24) e São Pedro (29). Com tanta festividade, o comércio espera aumentar as vendas de fogos de artifício e traques (bombinhas palito) em até 40% nesta época do ano, repetindo a marca de 2006.

A expectativa é do comerciante Carlos Alberto de Sá, cuja família está no ramo há 98 anos. Segundo ele, que é proprietário dos únicos estabelecimentos do gênero autorizados pela Prefeitura de Santos, Corpo de Bombeiros e Departamento de Produtos Controlados da Polícia, junho só perde em vendas para as festas de fim de ano.

Carlos Alberto explicou que a procura por seus produtos cresceram bastante porque o público consumidor também aumentou. Além de estudantes, prefeituras e empresas que promovem eventos, a população tem se reunido em festas de confraternização nos bairros. “Tenho muita saída de fogos de artifício para grupo de moradores, ou grupo de amigos que se reúnem em suas ruas e fazem festinhas juninas ou quermesses. No ano passado, A Copa do Mundo também ajudou bastante”.

Para atender a procura, oferta variada de produtos que vão desde estalinhos (para crianças) até foguete e sinalizador (frequentemente utilizado por torcedores em estádio de futebol), disse Carlos Alberto. Os preços dos produtos variam de R$ 0,50 a R$ 150.

No entanto, Carlos Alberto, que tem formação em pirotecnia, alerta para os cuidados no manuseio desses produtos. “Nenhum cliente entra aqui e sai com o produto sem a nossa orientação. Seguindo as instruções que existem nas embalagens, ninguém se machuca”.

Carlos Alberto afirmou que os produtos hoje oferecem mais segurança e menos risco, mas é preciso seguir todas as instruções de manuseio. “Hoje em dia o foguete, por exemplo, tem uma base, então a pessoa não tem contato direto com o pavio, na hora de acendê-lo”.

“Os fogos de artifício devem ser lançados a uma distância de 50 a 100 metros das pessoas e longe de fios de alta tensão, vidros e escolas”, orientou o comerciante. Entre os produtos mais vendidos estão estalinhos, traques, fogos de artifício, sinalizadores, girândulas(485 tiros — muito utilizado em quermeses) e foguetes.

O comerciante disse ainda que as vendas têm aumentado bastante para casamentos. “Tenho atendido cerca de 3 a 4 casamentos, por fim de semana, nas cidades da Baixada, e procuro atender todos os mercados”.