A família do pequeno Guilherme, de apenas cinco anos de idade, trava duras batalhas todos os dias junto com o menino para que ele se mantenha saudável e possa seguir uma rotina bem próxima de outras crianças da mesma idade enquanto ele lida com os efeitos da Distrofia Muscular de Duchenne. Para tentar manter tratamentos, remédios e outros itens necessários para o Gui, eles lançaram uma campanha de financiamento coletivo, que segue ativa na web.
A mãe de Guilherme explica que a descoberta da doença se deu ainda durante o ano de 2020. O menino sofreu alguns pequenos acidentes tanto em casa, quanto na escola, e profissionais de educação que já o conheciam há algum tempo explicaram para os familiares que ele talvez precisasse de atendimento médico para poder verificar se estava tudo bem.
“Ele caía muito na escola. Toda semana a gente trocava sapato e nada. Ele ficou em berçário, creche e foi frequentando sempre com a mesma professora e ela foi examinando. Ele me explicou que o Guilherme estava tendo dificuldade até para subir e descer sozinho nos brinquedinhos da escola, tinha dificuldade, e me recomendou procurar um médico”, afirma Fernanda Lima.
A família iniciava ali uma grande investigação sobre o que poderia estar causando as quedas e Guilherme realizou uma série de coletas para exames em busca de respostas. Fernanda explica que, a princípio, acreditou que não se tratava de algo sério e que poderia ser tratado com medidas simples.
“A gente levou ele em um ‘neuro’ e aí começou uma bateria de exames. No começo eu pensei que ele tinha um probleminha ortopédico só porque ele tinha um pezinho, que parecia que era de pato, pra fora e aí a gente falou assim, ‘deve ser alguma coisa ortopédica, alguma botinha, corrige, né?’, mas a gente também tinha a suspeita de poder ser autismo. Em nenhum momento passou que pudesse ser a DMD”, explica.
A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) se trata de um tipo de doença que afeta mais meninos e a fraqueza muscular se inicia já com a idade de quatro anos e demonstra piora rapidamente. A perda de força pode levar a problemas para que as crianças consigam permanecer de pé. Apesar de não possuir uma cura, terapia física e cirurgias podem ajudar com alguns dos sintomas mais graves e devolver qualidade de vida ao paciente. Medicamentos específicos também auxiliam ao desacelerar degeneração muscular.
“Não estou trabalhando mais porque a rotina dele mudou totalmente. Ele tem fonoaudiólogo, tem que fazer hidroterapia, fisioterapia. Tem dias que ele tem três médicos na mesma data e nem todos são daqui da Praia Grande, tem médico em Santos, tem médico especialista em São Paulo, então são muito gastos com consultas, com remédios, com deslocamento”, afirma.
E para auxiliar nessa rotina nova e com tantos gastos, os pais criaram uma campanha de financiamento coletivo chama de ‘Guerreiro Gui’, que pode ser encontrada no portal ‘vakinha.com.br’. Além disso, ele também ganhou páginas de Facebook e Instagram e todas as doações que pessoas que queiram ajudar podem ser enviadas após contato pelo telefone (13) 9-8105-1998 ou (13) 9-8866-2217. Já a chave Pix se trata do CPF 571.094.458-01.
