Cotidiano
Filho de Alessandra, uma brasileira que sempre o criou com música e calor humano, Lucas nunca aceitou ser apenas 'o gringo'
Lucas cumpre a promessa de mostrar que 'ser gringo' ou 'ser brasileiro' não são rótulos, mas potências que, juntas, venceram o mundo / Foto de Jonne Roriz/COB
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Enquanto o Brasil vibra com o Carnaval, a história foi escrita em tons de verde e amarelo nas montanhas de Milano Cortina 2026. Lucas Pinheiro Braathen, o esquiador que trocou a poderosa seleção norueguesa para representar as raízes de sua mãe brasileira, acaba de conquistar a primeira medalha de ouro olímpica de inverno da história do Brasil.
Filho de Alessandra, uma brasileira que sempre o criou com música e calor humano, Lucas nunca aceitou ser apenas 'o gringo'. Após um ano sabático e uma mudança ousada de nacionalidade esportiva em 2024, ele provou que a improvisação e o arrojo brasileiro funcionam até a menos de zero grau.
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'O brasileiro arrisca mais, procura inovar, ele tenta, improvisa. Não existe medo', afirmou o campeão, que agora carrega o peso e o orgulho de 200 milhões de pessoas.
A vitória deste sábado não foi apenas técnica; foi cultural. Lucas fundiu a disciplina norueguesa herdada do pai, Bjorn, com a alegria e o 'pé no chão' das férias em Campinas e São Paulo. O lema 'Vamos dançar', inspirado em Jorge Ben Jor, agora ecoa no pódio olímpico.
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Com este ouro, o Brasil quebra uma barreira invisível:
Ineditismo: 1ª medalha de ouro do Brasil em Jogos de Inverno.
Geografia: Apenas o 3º país do Hemisfério Sul a subir ao pódio na neve.
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Legado: Lucas cumpre a promessa de mostrar que 'ser gringo' ou 'ser brasileiro' não são rótulos, mas potências que, juntas, venceram o mundo.