Valorização de imóveis faz contrato de aluguel subir até 12

Lei da oferta e da procura favorece mercado imobiliário

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19 JAN 201321h07

Morar em Santos e região está mais caro. Os contratos de aluguel sofreram reajuste médio de 10 a 12%, em um ano, com correção mensal entre 0,8% a 1%. A valorização dos contratos de locação residencial e dos imóveis foi impulsionada pelo aumento da procura tanto por quem quer alugar quanto comprar, principalmente na cidade de Santos.

Segundo o delegado regional do Creci, Carlos Ferreira, que representa as cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Bertioga, o mercado imobiliário está tão aquecido que “muita gente está comprando imóvel na região como investimento”.

“A cada novo lançamento, são vendidos de 40% a 50% dos apartamentos. E a valorização dos imóveis na região vem acontecendo de oito anos para cá. O apartamento chega a valorizar 35% ao ano”, afirma Carlos Ferreira.

Financiamento em até 30 anos e juros baixos facilitam a compra dos apartamentos, segundo o delegado regional. Ferreira explica que fatores como segurança, infraestrutura e as oportunidades no mercado de trabalho que surgirão com os negócios do pré-sal estão atraindo famílias da Capital e do interior do Estado para a Baixada Santista.

Outro grande aliado do mercado imobiliário foi a instituição da nova Lei do Inquilinato. De acordo com ele, a lei prevê uma série de garantias ao proprietário do imóvel. Quanto aos aluguéis, o reajuste tem sido acima da inflação que está em torno de 5% a 6%. Os reajustes dos novos contratos variam entre 10 e 12%.

O aumento do poder aquisitivo do santista também fortalece o mercado de imóveis. “A região de Santos está cada vez mais elitizada e a renda per capta do santista também subiu”.

Perguntado sobre a média de preços dos alugueis em Santos, o delegado regional disse que um quarto e sala, por exemplo, varia de R$ 700 a R$ 1.200,00 dependendo do bairro e do imóvel. A locação de um apartamento de dois quartos pode custar até R$ 2 mil.

Capital paulista

No entanto os reajustes dos aluguéis na Baixada são equiparados aos reajustes praticados na Capital paulista. Os contratos novos de locação residencial assinados em julho na Capital tiveram aumento médio de 0,8% em relação aos valores negociados em junho. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo é de 10,9%, segundo os dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) divulgados ontem.

Casas e apartamentos de um dormitório apresentaram o maior acréscimo em julho (1,2%). "Como o mês marca o início de um novo período escolar, essa alta deve ter sido influenciada também pela demanda dos estudantes por imóveis próximos das universidades", afirma Francisco Virgílio Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

Já o aluguel das moradias de dois quartos registrou alta de 0,8%, enquanto a locação dos imóveis de três dormitórios ficou estável na comparação com o mês anterior.

A maioria dos contratos em andamento tem reajuste pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), mensurado pela Fundação Getúlio Vargas. Entre julho de 2009 e junho de 2010, esse indicador acumulou variação de 5,2%, percentual aplicado aos contratos com aniversário em julho.

Na análise por tipo de garantia, o fiador respondeu em julho por metade das locações efetuadas. O depósito de até três meses de aluguel foi responsável por outros 30% dos contratos e o seguro-fiança foi usado em um quinto dos imóveis alugados.

Os imóveis vagos mais rapidamente alugados foram as casas e os sobrados, que levaram de 12 a 27 dias para serem locados no mês passado na capital paulista. Já os apartamentos, de 17 a 36 dias.