Vala aberta pela Prefeitura causa transtornos na Cachoeira

A vala foi aberta na Viela São Lázaro pela Prefeitura, em setembro

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13 MAR 201320h23

Desde a abertura de uma vala para a instalação de tubulação para drenagem de água pluvial, na Favela da Cachoeira, em Guarujá, os transtornos enfrentados pelos moradores com a falta de saneamento básico, aumentaram.  

A vala foi aberta na Viela São Lázaro pela Prefeitura, em setembro. Há cinco meses, a comunidade denunciou à nossa reportagem, os problemas do esgoto à céu aberto e pedia providências à Administração Municipal.

“O prefeito veio aqui uns 15 dias antes das eleições (1º turno) e não terminou a obra. Agora essa vala é usada para esgoto. Outro dia um vizinho caiu aí e a gente teve que socorrer. O prefeito pensa que a gente é porco pra viver nessa imundície, mas nós não somos não”, declarou indignado o ajudante de serviços gerais, Paulo Ferreira Bezerra.

“A gente também não tem luz elétrica aqui no bairro. À noite o risco aumenta. Se a gente não toma cuidado cai na vala”, afirmou o balconista, Júlio da Silva Neres. A diarista, Maria Leci Silva Santos, se preocupa com a segurança e a saúde dos filhos e das outras crianças da comunidade. “As crianças brincam dentro da vala e nem sempre a gente pode ficar de olho. É um perigo. Até bichinho tem aí e as crianças podem pegar uma doença. Eu espero que a Prefeitura tome uma providência, porque senão eu vou reunir as mães e as crianças e a gente vai tapar esse buraco”.

A Prefeitura informou que está executando melhorias na Viela São Lázaro e ruas adjacentes, com o intuito de eliminar os problemas ocasionados por alagamentos e enchentes, principalmente na ocorrência de chuvas.

De acordo com o chefe de Divisão de Operações Urbanas da Secretaria de Infra-Estrutura do Município, engenheiro Júlio Scantimburgo, a Prefeitura já terminou a colocação de tubos, para dar melhor vazão às águas pluviais. No total, foram implantados 300 metros de tubulação, não só na Viela São Lázaro como também, na Rua dos Pioneiros, na Vila da Noite, entre outras.

Quanto à vala a céu aberto, Scantimburgo explicou que o procedimento foi necessário porque o terreno é muito baixo e por isso sofre a influência da maré, que acaba comprometendo toda a rua. A vala não pode ser fechada, pelo fato de inibir a vazão das águas. Em breve a Prefeitura colocará no local uma canaleta de concreto, mas sem fechar a vala. A Administração Municipal espera concluir os serviços até o início de 2007, “se não houver contratempos”.