Numa viagem de muitas horas, a alimentação faz muito mais diferença do que parece / Pixabay
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Tem gente que passa semanas escolhendo lugar na janela, pesquisando qual fileira reclina mais, e simplesmente aceita qualquer coisa quando o assunto é comida. Só que, depois de horas lá em cima, é justamente isso que pode transformar a viagem num teste de resistência.
Em altitude, seu corpo funciona diferente. A pressão muda, o ar é mais seco e até o seu paladar fica alterado. Resultado? O que parecia inofensivo no cardápio pode virar desconforto antes do pouso.
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A ex-comissária Charlotte Crocker, que trabalhou mais de uma década em voos, já explicou que o preparo e o serviço acontecem em espaços minúsculos e com tempo cronometrado.
Não é questão de pânico, intoxicação alimentar é rara. Mas é um ambiente apertado, quente e extremamente corrido. Ou seja: escolher opções mais simples costuma ser uma decisão inteligente.
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Alguns itens são mais arriscados do que parecem:
Saladas e frutas sem embalagem lacrada podem não ter a higienização ideal.
Bebidas gaseificadas aumentam a sensação de estufamento.
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Comidas muito salgadas ou condimentadas pesam mais porque o paladar fica menos sensível em altitude.
Álcool desidrata muito mais rápido e intensifica o cansaço.
Em solo você talvez nem perceba. No ar, qualquer exagero aparece.
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Dica do editor: Vai viajar de avião? O guia da mala de mão e o teste que todo turista deve fazer no hotel.
Levar seu próprio lanche pode ser o maior hack de quem viaja bastante. Nada complicado, coisas práticas, seguras e fáceis de carregar.
A própria Charlotte já comentou que prefere itens básicos como sopas instantâneas, chá, biscoitos simples e mingau de preparo rápido. Alimentos previsíveis, sem surpresa para o estômago.
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Claro, sempre vale checar as regras do aeroporto e da companhia antes.
No fim das contas, você pode até não controlar turbulência, atraso ou passageiro roncando do lado. Mas consegue controlar o que come. E, numa viagem de muitas horas, isso faz muito mais diferença do que parece.